O prefeito Abilio Brunini vai transferir R$ 4 milhões de reforma de escolas para pagamento do um terço extra das férias dos professores de Cuiabá. O dinheiro será para quitar somente a despesa deste ano, outros R$ 30 milhões acumulados desde 2020 devem ser parcelados.
“Vamos tirar de onde há orçamento [da própria Secretaria de Educação], das reformas, para garantir o direito dos professores. Não há dinheiro sobrando, mas vamos honrar essa legislação. A responsabilidade de não ter pagado não é desta gestão, mas estamos aqui para resolver”, disse.
Em 2020, o então prefeito Emanuel Pinheiro aumentou o tempo de férias dos professores de 30 para 45 dias. Os dias a mais passaram a ser calculados do recesso escolar de 15 dias no meio do ano. Com isso, a prefeitura ficou obrigada a pagar o um terço de férias também sobre o tempo extra.
Porém, segundo o prefeito Abilio, 98% dos professores nunca receberam esse dinheiro, e a prefeitura acumulou dívida de R$ 30 milhões. A intenção dele era extinguir esses novos dias de férias e reclassificá-los novamente como recesso.
Contudo, no começo desta semana, o prefeito recuou da proposta e agora anunciou a retirada de dinheiro previsto para reforma e ampliação de escolas para poder cobrir o um terço deste ano.
“Vamos mandar um projeto [para a Câmara dos Vereadores] para parcelar [a dívida] de 2020 a 2024. Não tem como pagar agora, foi uma despesa não prevista e que impacta financeiramente o município”, disse.
Há um mês, o secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, anunciou a demolição de 12 escolas. Os prédios devem ser derrubados por causa de situação precária. Com a decisão, o número de escolas na rede municipal será reduzido para 160. Todas estariam no cronograma de manutenção.
Antes disso, o ano letivo de 2025 fora adiado em uma semana, no começo de fevereiro, segundo o próprio prefeito Abilio, porque havia escolas sem condições de abrigar alunos.