Prefeito se disfarça de deficiente físico para testar funcionários públicos

Não bastasse o serviço de saúde, testou também a própria prefeitura. Esse político é um exemplo, não é?

Quando se trata de reclamações, diversas delas são direcionadas por cidadãos aos políticos, pois em suas práticas, alguns revelam estar mais preocupados é consigo mesmo.

Entretanto, no caso de Carlos Tena, o prefeito de Cuauhtémoc, uma cidade no estado mexicano de Chihuahua, há um incrível diferencial: o prefeito se disfarçou de deficiente físico para testar os funcionários pagos pela prefeitura após receber uma série de queixas dos cidadãos.

Tena passou dois meses montando um disfarce crível e depois visitou funcionários públicos do Gabinete do Prefeito e dos Serviços Sociais, posando como um homem deficiente que precisava de ajuda.


Vestindo um gorro grosso que cobria parcialmente seu rosto, bem como um gorro cinza, óculos escuros e uma bandagem sobre a orelha esquerda para fingir uma lesão e evitar ser reconhecido, Carlos Tena entrou na Secretaria de Desenvolvimento Social em uma cadeira de rodas, buscando assistência.

Ele pediu uma refeição grátis, que os deficientes e os cidadãos necessitados têm direito de acordo com a lei, mas foi ignorado e até mesmo discriminado.

Após a má experiência, Tena visitou seu próprio escritório pedindo para falar com o prefeito, mas foi informado de que ele não estava.

Quando pediu para falar com o Secretário da Câmara Municipal, foi rudemente tratado e informado que deveria esperar no corredor, já que o funcionário público não chegaria próximo ao horário do almoço.

Nesse momento, Tena já estava convencido de que as queixas que recebia eram verdadeiras, então saiu da cadeira de rodas e tirou o disfarce, deixando os funcionários da prefeitura em estado de choque.

A imprensa local informou que Tena é conhecido há muito tempo por lutar pelo tratamento igualitário dos socialmente desfavorecidos, ajudando-os sempre que pode.

Tena disse à mídia mexicana que ele foi ignorado e discriminado, o que o fez se sentir desapontado com alguns de seus colegas.

Ele deixou claro que não vai tolerar se souber que pessoas estão sendo maltratadas novamente. Se isso ocorrer, tomará medidas drásticas.