Preço (des)controlado

Medicamentos para tratar pacientes com covid-19 vão entrar na lista de "produtos críticos" do Ministério da Economia

(Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

O Ministério da Economia poderá incluir os medicamentos destinados ao tratamento de pacientes com covid-19 em uma lista de “produtos críticos”, cujos preços não podem aumentar conforme a demanda.

A sinalização foi feita nesta quarta-feira (3) pelo secretário de Acompanhamento Econômico, Geanluca Lorenzon.

Em uma reunião online com deputados federais, ele disse, por exemplo, que três medicamentos usados para sedar pacientes que precisam ser intubados tiveram aumento próximo a 200%.

Trata-se de três remédios que já estão em falta no mercado. “82% dos hospitais referiram que elas não estão sendo localizadas para compra”, disse Leonisa Obrusnik, diretora de Suprimentos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, que também participou do encontro.

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Representantes da indústria farmacêutica – que também acompanharam a discussão -, por sua vez, apontaram uma série de fatores e, em linhas gerais, negaram um desabastecimento.

A alta do dólar, as dificuldades no transporte e até o fim de descontos – concedidos quando não havia tanta procura pelos medicamentos – foram algumas justificativas.

Eles reclamaram também de não serem informados sobre quantas pessoas estão intubadas nos hospitais brasileiros, o que os ajudaria a projetar uma demanda pelos remédios.

(Com Agência Câmara de Notícias)

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