PP tenta blindar pré-candidatura de Neri Geller contra mudanças

Partido enfoca na agenda com prefeitos e em assegurar grupos que já declaram apoio ao deputado federal

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

A cúpula dos Progressistas em Mato Grosso busca desvincular a pré-candidatura do deputado federal Neri Geller ao Senado das mais recentes declarações que colocam um novo rumo ao tabuleiro eleitoral. 

A mais recente foi a divulgação de pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko pelo PSB. O partido faz parte do arco de alianças em pré-acordo em torno de Neri Geller. E, em tese, uma candidatura própria minaria o grupo. 

“Eu não quero falar nem de campanhas do governo e nem de campanhas paralelas. Isso não muda uma vírgula da estratégia de candidatura. Eu estou com um grupo forte, que me acompanha faz tempo, e os prefeitos estão se movimentos para me apoiar”, disse Geller. 

Neri e outros filiados aos Progressistas dizem que estão seguindo as orientações do ex-ministro Blairo Maggi de tocar a pré-campanha ao Senado em paralelo e independente dos apoios do governador Mauro Mendes e o presidente Jair Bolsonaro.  

A direção do PP reuniu líderes na manhã dessa segunda-feira (2) em Cuiabá para acertar um evento programado para sexta-feira (6) em Alta Floresta (800 km de Cuiabá). A intenção é se aproximar mais dos prefeitos na região norte do estado. 

Fonte consultada pelo LIVRE disse que o deputado estadual Max Russi, presidente do diretório do PSB, esteve presente na reunião e tem sido considerado um dos políticos com apoio já garantido para a campanha. 

Também estiveram no encontro líderes do MDB e PSD. Todos eles participaram do encontro realizado no fim de março, logo após a divulgação da informação de que o governador Mauro Mendes se aproximava de um acordo com o PL do senador Wellington Fagundes, pré-candidato à reeleição. 

“Deixa o governador escolher, eu estou tocando a minha pré-campanha e se for o caso vamos lançar a campanha sem candidato ao governo mesmo”, pontuou. 

Sobre a declaração de apoio de Bolsonaro a Wellington Fagundes, o PP tem apostado na percepção das conveniências que a filiação partidária do presidente ao PL “impôs” para acordos. 

“Ele tem dito que nem tudo é do jeito que a gente quer, que a gente tem que se adaptar a certas coisas. Mas ele sabe quem estava pronto para ajudá-lo quando ele precisou desde o início do mandato”, disse Geller. 

O deputado federal disse ainda que a posição oficial de Bolsonaro não moveu o apoio de líderes progressistas em Brasília também próximos ao governo, como o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira. 

Em declarações anteriores, Neri Geller afirmou que eles ficaram incumbidos de negociar com Bolsonaro o apoio ao PP de Mato Grosso ao Senado ou ao menos conseguir uma posição neutra do Planalto no jogo entre apoiadores de Bolsonaro, mas adversários eleitorais. 

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