PP nacional aposta em Blairo para 2018

O Partido Progressista deverá apoiar o indicação do nome do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), para uma candidatura própria à presidência nas eleições de 2018.

Segundo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional da sigla, o ex-governador de Mato Grosso tem requisitos que o credenciam a preencher um vácuo político existente em meio ao extrato conservador do eleitorado brasileiro.

Segundo ele, pesquisas internas do partido indicam que 70% do eleitores demonstram o desejo de manter “o que existe no país, as garantias das famílias, as garantias sociais, as garantias trabalhistas”. Blairo, na visão do senador, se encaixaria neste perfil.

A avaliação foi feita por Nogueira nesta terça-feira (7), em entrevista à rádio Capital FM. Ele reconheceu que o nome do ministro não é muito conhecido nacionalmente. “Acho que talvez o Blairo não seja conhecido por mais que 10% do eleitorado brasileiro”, disse o senador.

O presidente do PP avalia que uma divulgação maior do nome e  da trajetória do ex-governador de Mato Grosso seria capaz mobilizar os eleitores em torno de sua candidatura. “Pode ter certeza que assim que se tornar um nome conhecido, o perfil que nós vemos nas pesquisas qualitativas para ser presidente da República é o do Blairo”, afirmou.

Além disso, o fato de Maggi ser ligado ao agronegócio poderia “unificar” este setor da produção nacional. “Temos que ter pessoas que possam ter coragem de fazer as mudanças, de redução no tamanho do Estado, valorizar quem produz, acho que esse perfil é o da próxima eleição”, disse Ciro Nogueira.

Outra aposta do partido é que a polarização entre PT e PSDB vista nas eleições passadas, e que chegou a um ponto crítico na última eleição presidencial, tenha criado um desgaste suficiente para que uma terceira via, com outro partido, possa ter chances em 2018. Para viabilizar a candidatura própria, as alianças do PP devem incluir partidos como PSB, PR, PTB e DEM.

Contudo, a previsão do presidente nacional do PP é de instabilidade política até lá. “Eu tenho mais de 20 anos de vida pública, e nunca vi uma eleição tão imprevisível como a de 2018.”.

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