Por unanimidade, Assembleia aprova soltura de Mauro Savi

    A votação foi aberta e nominal, com 14 votos favoráveis e quatro abstenções. Cinco deputados estavam ausentes.

    (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

    A Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, a libertação do deputado estadual Mauro Savi (DEM), preso desde 9 de maio no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). A votação foi aberta e nominal, com 14 votos favoráveis e quatro abstenções. Cinco deputados estavam ausentes.

    Votaram pela soltura os deputados: Guilherme Maluf (PSDB), Romualdo Júnior (MDB), Wagner Ramos (PSD), Janaína Riva (MDB), Oscar Bezerra (PV), Leonardo Albuquerque (SD), Max Russi (PSB), Marcrean Santos (PRTB), Silvano Amaral (MDB), Saturnino Masson (PSDB), Allan Kardec (PT), Gilmar Fabris (PSD),
    Wancley Carvalho (PV) e Pedro Satélite (PSD).

    Se abstiveram de votar Eduardo Botelho (DEM), Baiano Filho (PSDB), Zé Domingos (PSD) e Ondanir Bortolini “Nininho” (PSD).
    Estavam ausentes Dilmar Dal Bosco (DEM), Sebastião Rezende (PSC), Wilson Santos (PSDB), Zeca Viana (PDT) e Valdir Barranco (PT).

    A resolução aprovada será enviada ao Tribunal de Justiça com pedido para “tomar as devidas providências”, o que inclui a expedição de um alvará de soltura. Desta vez, os deputados não devem usar a votação como alvará, como fizeram em outubro do ano passado para soltar Gilmar Fabris (PSD), preso em flagrante na Operação Malebolge, suspeito de atrapalhar a investigação.

    Savi é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de liderar um esquema de corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Ele é alvo da Operação Bereré e seu desdobramento, a Operação Bônus.

    A votação contou com respaldo da Procuradoria Geral da Assembleia. “O parlamento não tem qualquer impedimento de se fazer uma votação”, afirmou o procurador-geral Grhegory Maia ao LIVRE, em entrevista na semana passada. “A Procuradoria já manifestou desde o início, como o próprio desembargador José Zuquim Nogueira em entrevista em rádio e na sessão do Tribunal de Justiça deixou expresso que não há impedimento em votar”, disse.

    Paralelamente a isso, o Tribunal de Justiça julga o pedido da defesa de Savi para soltar o parlamentar. O julgamento no plenário, iniciado no dia 24, foi interrompido por um pedido de vistas do desembargador Marcos Machado. Dos 30 desembargadores, 16 já votaram pela manutenção da prisão do deputado.

    O primeiro-secretário da Assembleia, Guilherme Maluf, usou a tribuna para negar que tenha havido barganha com o Tribunal de Justiça para libertar Savi.

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