Wanderley Cerqueira venceu por um voto, sobreviveu à pressão do Paço Couto Magalhães e garantiu mais dois anos no comando da Câmara de Várzea Grande. A sessão virou uma espécie de final de campeonato, com gritaria, torcida organizada e vereadores tratados como craques em disputa de Libertadores.
A reeleição apertada, porém, veio acompanhada do pacote completo: liminar, suspensão, decisão derrubada no plantão e uma coleção de suspeitas que transformaram a eleição da Mesa Diretora em caso de polícia antes mesmo da posse. Em VG, a política segue fiel à tradição de nunca decepcionar quem gosta de confusão.
Após vencer por 12 a 11, Wanderley tratou de negar qualquer compra de votos. Disse que tem “R$ 4,50 na conta do Sicredi” e que é um político “transparente e verdadeiro”. A frase já entra para a antologia das justificativas improváveis da política mato-grossense.
Enquanto o presidente comemorava a vitória e agradecia a Deus, o Gaeco investigava denúncias envolvendo ameaça, chantagem, corrupção e até cárcere privado ligados à disputa da Câmara. Ao mesmo tempo, Flávia Moretti registrava denúncia na Deccor. O clima institucional em Várzea Grande continua aquele velho equilíbrio: ninguém confia em ninguém.
No fim, Wanderley saiu reeleito e em Várzea Grande, até eleição interna de vereador consegue parecer roteiro de série policial.





