Por que escuto, mas não entendo?

Saiba como identificar o motivo

Ao fazer um exame de audição (audiometria), você deve responder aos estímulos sonoros (aos apitos) em várias frequências ( graves, médias e agudas) e intensidades ( inicia mais alto e vai abaixando). Ao realizar este procedimento teremos o gráfico representativo da sua audição, ou seja, poderemos avaliar se está ou não dentro dos padrões de normalidade.

Um outro teste realizado é o Índice de Reconhecimento de Fala, onde o fonoaudiólogo pede que o paciente repita, sem pista visual, as palavras que são ditas a ele. Essas palavras são monossílabas, sendo assim, o paciente não tem como  “adivinhar” , ele tem que repetir realmente o que escutou. Dependendo de seu desempenho neste teste, palavras dissílabas podem ser apresentadas para repetição. O resultado alterado deste teste nos dá indícios do local da lesão no ouvido do paciente .

A fala é composta por sons das vogais e das consoantes. E são as consoantes que nos fazem com que discriminamos (entendemos) o que  nos é falado . As consoantes tem frequências mais altas (agudas) e volumes mais baixos. As vogais, frequências mais graves e volume mais alto.

O que acontece quando começamos a perder a audição? É justamente nas frequências  altas (agudas )que a perda auditiva se inicia e com isso passamos a ter a queixa de que “ escuto, mas não entendo.” O paciente certamente está escutando as vogais, que, como descrito acima, são mais altas e graves…

Essa diminuição da audição é denominada Presbiacusia, que é o declínio natural   devido ao envelhecimento das células do nosso ouvido  a partir dos 45 anos de idade. Alguns fatores como exposição a ruídos, doenças do ouvido, ingestão de medicamentos ototóxicos, doenças metabólicas, zumbido, entre outras ,podem agravar a dificuldade auditiva. Atualmente, já existem evidências clínicas de que como sequelas do Covid há o aparecimento da perda auditiva, a piora da perda auditiva, labirintite e também a surdez súbita (perda repentina da audição).

O uso das máscaras tem dificultado nossa comunicação. Elas podem diminuir a intensidade em até 12dB e causam uma distorção importante na fala. A leitura labial é um grande facilitador para o entendimento da fala, principalmente em perdas auditivas mais acentuadas.

Diante disso, o mais importante é procurar um médico ou uma fonoaudióloga, especialista em audiologia o quanto antes. Quanto mais cedo o diagnóstico e intervenções adequadas forem realizadas, maiores serão as chances de sucesso na reabilitação auditiva .

Atualmente há no mercado, aparelhos auditivos com um som muito natural, onde as pessoas não percebem seus aparelhos auditivos e se surpreendem com suas performances. É muito puro o som , os pacientes nem pensam que estão usando um aparelho auditivo, é tão natural quanto colocar óculos. E você só percebe que está usando um aparelho auditivo no final da noite, quando se deita no travesseiro e tem algo atrás de sua orelha .

Essa é a nossa herança da evolução, com qualidade e a certeza do puro som e a tecnologia Zero Delay ( o som não chega mais atrasado como nos outros aparelhos auditivos, a fala não é mais percebida “embolada”) .

É preciso uma abordagem individualizada para o tratamento da perda auditiva, tratando as pessoas especificamente de acordo com suas necessidades.

*Vanessa Moraes e Fonodióloga e especilista em audiologia

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