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Por meio da observação direta, arquiteto registra cenas do cotidiano e cartões-postais da cidade

Foto de Lidiane Barros
Lidiane Barros

O arquiteto Carlos Pina poderia até tirar uma fotografia de celular para registrar cenas da paisagem urbana, mas ele prefere apreciá-las ao máximo ao reproduzi-las em um sketch book e aproveitar cada momento. Ele se senta em um determinado local e passa minutos explorando os detalhes. Depois de ilustrar, aplica a técnica em aquarela e os desenhos recebem um colorido especial.

Assim como outros desenhistas que se dedicam à prática, ele tem compartilhado seus desenhos em plataformas da internet e celular, divulgando com regularidade os seus trabalhos em grupos de WhatsApp e no seu perfil no Facebook.

Recentemente, se uniu também a outros desenhistas cuiabanos, como os irmãos Diego e Dado Rodrigues, que apostam na mesma prática e juntos, deram o pontapé para a criação do Urban Sketchers. O grupo se reúne para um rolê na cidade, escolhendo uma locação para explorarem.

E não há um lugar a que ele viaje, que não volte de lá com seu próprio souvenir, pois normalmente os urban sketchers se propõem a desenhar não só cenas do cotidiano e lugares em que vivem, mas também, os espaços de cidades por onde viajam.

Nesta semana mesmo, está no Rio de Janeiro. “Já fiz a conexão com os artistas de lá e certamente que vamos sair juntos para desenhar. O resultado vocês logo verão circulando por aí”, garante. Neste ano, já foi para Ouro Preto e para o encontro nacional em Salvador.

Exposição dos desenhos feitos no encontro nacional de Salvador. Ao final das observações, também compartilham os registros

“Aqui em Cuiabá já escolhemos alguns pontos da cidade para fazermos nossos desenhos, como o Sesc Arsenal, Praça Popular, Arena Pantanal e Museu da Caixa D´Água Velha. É a mão livre e cada um escolhe um ângulo. Ao final realizamos uma mostra no mesmo local mostrando o resultado da observação direta que cada um fez”, conta.

Desenhos dos sketchers cuiabanos feitos a partir da observação do Museu da Caixa D´Água Velha, em Cuiabá

Para Carlos, a prática já está até rendendo bons frutos. “Já estou começando a vender alguns trabalhos. Tem um que fiz de uma feijoada, a exemplo, que já está nos Estados Unidos”.

Arquiteto há 14 anos, ele conta que começou os desenhos artísticos quando ainda era professor de arquitetura, na Universidade de Cuiabá. Precisou ir a fundo no tema para aperfeiçoar a aula de plástica, com oficina de expressão e representatividade. “Comecei com grafite daí fui para caneta bic e então, com nanquim e as técnicas de aquarela”.

Para compartilhar o conhecimento com outras pessoas interessadas em se enveredar pela arte do desenho, ele ministra oficina de observação no Centro Histórico, no dia 20 de outubro, das 13h30 às 17h30, no Museu da Imagem e Som de Cuiabá. Ele ensinará técnicas em grafite para público que compreende a faixa etária dos 12 a 18 anos. As inscrições são limitadas e gratuitas, pelo e-mail mariaguimaraes@iphan.gov.br. Mais informações: (65) 3322-9904.

 

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