Ex-chefe de gabinete do ex-deputado José Riva, Geraldo Lauro foi condenado pela Justiça Estadual a 13 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato.
A condenação é do juiz da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Marcos Faleiros, e é referente a três processos de origem da operação “Arca de Noé”, que investigou esquema de desvio na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Também foram condenados o contador Joel Quirino Pereira e o técnico em contabilidade José Quirino Pereira, ambos a 11 anos e 8 meses de cadeia. Os dois vão ter que cumprir a pena em regime inicialmente fechado.
Juracy Brito que havia sido acusada de envolvimento foi absolvida pelo juiz. O acusado Nilson Roberto Teixeira teve sua punibilidade extinta como benefício da delação premiada ofertada por ele.
Faleiros também revogou a decisão de suspensão do processo com relação ao acusado Arcanjo Ribeiro, ex-bicheiro. “Determino o desmembramento dos autos para o prosseguimento da ação penal”, conforme trecho da decisão do juiz.
O magistrado ainda decidiu por extinguir a punição de Guilherme da Costa Garcia, isso porque o acusado possui mais de 70 anos de idade.
Em uma das ações penais, o Ministério Público acusou o grupo de ter constituído uma empresa fantasma, a C. P. T. Almeida, somente para forjar operações com a Assembleia Legislativa e desviar mais de R$ 3,3 milhões. Até então como deputados estaduais, José Riva e Humberto Bosaipo foram considerados líderes da organização criminosa.