O policial militar Raylton Mourão se entregou no 1º Batalhão da PM, em Cuiabá, na tarde de domingo (21). Ele é apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos. A esposa dele, Aline Valando Kounz, também investigada pelo crime, não foi localizada e continua foragida.
O casal está com mandado de prisão temporária decretado desde o dia 14 de setembro, após pedido da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A decisão tem validade de 30 dias. Antes disso, policiais já haviam cumprido mandado de busca na residência dos dois, em Cuiabá, onde encontraram pertences do militar, incluindo a arma funcional. O sistema de monitoramento do imóvel havia sido retirado.
Processo teria motivado o crime
As investigações indicam que a morte de Rozeli pode estar ligada a um acidente de trânsito registrado em março, em Várzea Grande. O carro da personal colidiu com um motociclista depois que um caminhão-pipa, pertencente à empresa de Raylton e Aline, teria invadido a preferencial.
Sem acordo para reparação, Rozeli acionou a Justiça e ingressou com uma ação cobrando cerca de R$ 9,6 mil em danos materiais e morais. Uma audiência de conciliação estava marcada para o dia 16 de setembro, cinco dias após o assassinato.
Execução registrada por câmeras
Rozeli foi morta no dia 11 de setembro, no bairro Canelas, em Várzea Grande, quando saía de casa em direção à academia onde trabalhava. Câmeras de segurança registraram dois suspeitos em uma motocicleta rondando a região momentos antes do crime.
A vítima foi seguida e atingida por pelo menos cinco tiros, ainda dentro do carro em movimento. Após os disparos, a dupla fugiu e não foi mais vista.





