Policial é acusado de prender, agredir e torturar a namorada em casa

O caso aconteceu no Bairro Bela Vista, em Cuiabá, na casa do suspeito

Um terceiro-sargento da Polícia Militar, de 36 anos, está sendo procurado pela polícia sob a acusação de torturar a namorada, de 35 anos. Ele a teria mantido presa dentro de casa e a agredido, enforcado e chegado a tentar estuprá-la.

O caso aconteceu no Bairro Bela Vista, em Cuiabá, na casa do suspeito. A vítima foi salva depois que conseguiu mandar uma mensagem pedindo ajuda para a irmã, que acionou a polícia.

Tortura

De acordo com o boletim de ocorrência, o casal mantém um relacionamento há cerca de dois anos e já chegou a morar junto. Porém, após ser agredida, há cerca de um ano e dois meses, a mulher pediu a separação.

Algum tempo depois os dois reataram o namoro. No último sábado (7), ela teria passado o dia na casa dele em uma confraternização, junto com a prima dele.

Segundo o BO, entre a noite e a madrugada do domingo (8) o homem cochilou em uma cadeira sentado e a prima aumentou um pouco o volume do som, o que o fez acordar nervoso e agressivo, empurrando a prima para fora de casa e mandando-a embora.

A namorada pediu que ele ficasse calmo e tivesse educação, o que o deixou ainda mais irritado. Ele a mandou calar a boca, puxou-a pelo cabelo e passou a enforcá-la com força, até jogá-la na cama, narra a denúncia.

Depois decidiu que ela precisava de um banho, arrastou-a para o banheiro, onde continuou os enforcamentos com a namorada jogada no chão e a água caindo no rosto dela.

Sempre segundo o boletim, ela se afogou várias vezes, chegando a quase desmaiar. Até que em um momento de distração, ela segurou o saco escrotal dele com força e isso o fez a soltar.

Segundo relato da vítima, um homem chegou a ver as agressões e ela o pediu ajuda, mas ele nada fez.

O terror continuava e o suspeito pegou um cabo de vassoura e ficou ameaçando agredir a vítima. Ele ainda tentou manter relações sexuais sem o consentimento dela, que reagiu e conseguiu impedi-lo.

Por fim, ele chegou a colocar uma arma municiada contra a cabeça dela e contra a própria cabeça, ameaçando matá-la e se matar.

Foi quando ela conseguiu mandar uma mensagem para a irmã pedindo ajuda e a Polícia Militar chegou ao local.

Socorro

A equipe encontrou a irmã da vítima próxima à casa onde ocorria o cárcere privado. Eles identificaram o suspeito, que realmente era policial, e começaram a tentar contato com alguém na casa, mas ninguém saia.

Depois de um tempo, a vítima conseguiu achar a chave da porta do quarto e sair, mas o suspeito acordou e saiu logo em seguida.

Os policiais pediram que ele entregasse a arma e, após insistência da equipe, ele disse onde estava a arma.

Ele se vestiu e, por se tratar de um policial, o oficial de área foi acionado. O suspeito, no entanto, aproveitou o momento e fugiu pelos fundos da casa.

A equipe gritou por ele, mas não foi possível segui-lo, visto que ele aproveitou que as casas vizinhas eram de seus familiares e estavam sem iluminação e se escondeu.

A vítima foi encaminhada para a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde o caso foi registrado, a princípio, como ameaça e lesão corporal. Ela ficou com lesões no pescoço e no lado direito da face e dizia estar com dores na cabeça por causa das agressões.

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