Policiais penais mantém greve suspensa

Categoria deflagrou a greve em 16 de dezembro pedindo a valorização salarial e suspendeu a mobilização nesta semana na tentativa de negociar com o governo do Estado

(Foto: Evelyn Leite / Assessoria)

O Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso (Sindspen-MT) em Assembleia Geral Extraordinária decidiu manter estado de assembleia permanente (que pode ser chamada a qualquer momento) e manteve a suspensão do movimento grevista até dia 3 de fevereiro. Nesta data será realizada uma nova negociação com o governo do Estado. As decisões foram aprovadas pela maioria durante AGE realizada nessa quarta-feira (5), em Cuiabá.

A categoria se reuniu novamente para debater os próximos movimentos da greve após abrir negociação com o Governo do Estado, representado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e acompanhado de uma comissão da Assembleia Legislativa, formada pelo líder do Governo, Dilmar Dal’Bosco (DEM), e pelo deputado Allan Kardec (PDT) e por um assessor do deputado João Batista (Pros).

Nesta quarta-feira teve uma reunião entre os grevistas, os parlamentares e representantes do Estado. Porém, após quase três horas de conversa, não houve nova proposta do governo e uma nova agenda ficou marcada somente para o dia 03 de fevereiro.

O presidente de Sindspen MT, Amaury Neves, que representou a categoria na retomada da negociação com o executivo, afirmou que os policiais penais permanecerão firme na luta pela recomposição salarial dos 10 últimos anos e a equiparação salarial com as outras forças da Segurança Pública.

“O objetivo segue o mesmo. A nova data da reunião, marcada para daqui um mês nos preocupa, pois está muito longe e não é o que gostaríamos, mas o ambiente de negociação foi reconstruído. Queremos essa equiparação, nem que seja em um plano gradativo, precisamos que a nossa categoria tenha o seu salário reparado, todos tiveram seus aumentos na última década e nós ficamos sem nada. Não vamos desistir”, ponderou.

“Vamos continuar com a suspensão do movimento grevista até termos uma resposta concreta por parte do governo e manter o estado de assembleia permanente, até para a categoria ficar em alerta para que assim que houver uma proposta nos reunirmos novamente para decidirmos juntos”, afirmou.

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