Policiais penais bloqueiam as entradas do Centro Político em Cuiabá

Servidores fazem protesto desde às 5h para cobrar aprovação de lei que regulamenta as atividades trabalhistas e a revisão salarial

(Foto: Reprodução/Assessoria de Imprensa/Sindspen)

Cerca de 600 policiais penais fecharam nesta quarta-feira (2) as entradas do Centro Político, em Cuiabá, em protesto pela regulamentação da profissão e revisão salarial. O ato teve início às 5h, quando as quatro vias de acesso ao CPA começaram a ser bloqueadas. 

O protesto está causando grandes congestionamentos e atrasando a chegada ao trabalho de demais servidores públicos e de quem precisa utilizar as avenidas nas imediações.

Conforme o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindspen), policiais penais da ativa e aposentados participam da manifestação. Eles pedem a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 05, que cria o plano de carreira da categoria. 

O texto foi aprovado em agosto passado pela Assembleia Legislativa, com vinculação da função ao sistema penitenciário.  

“Criamos e apresentamos uma tabela salarial ao secretário Alexandre Bustamante, tentamos diálogo e negociações de todas as formas, mas nada foi feito. Agora vamos agir da mesma forma que conseguimos os mais importantes direitos que temos hoje!”, disse Everaldo Rodrigues, membro da comissão temática sobre valorização salarial. 

Os manifestantes argumentam ainda que na sexta-feira (4) completa um ano da inserção da força policial na Constituição Federal, via PEC federal nº 10/2019. O texto estabelece que cada Estado passa a ter a obrigação, legislativa e administrativa, para aprovar e regulamentar a funcionalidade dessa nova polícia. 

“Queremos nossa nova tabela aprovada e publicada no diário oficial, em um órgão novo e com uma nova estrutura organizacional. O novo órgão de Segurança Pública: a Polícia Penal, precisa nascer forte, com autonomia, bem enxuta e sem peso, assim como funciona a Polícia Rodoviária Federal (PRF)”, disse a presidente do sindicato, Jacira Maria da Costa. 

Conforme o Sindspen, o ato não tem hora para terminar e as vias de acesso ao Centro Político serão desbloqueadas após reunião com o governador Mauro Mendes e o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.  

Somente servidores públicos estariam sendo liberados a passar pela contenção. O governo ainda não se manifestou sobre o protesto. 

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