Polícia prende, Justiça solta: ladrão e torturador comete o mesmo crime três vezes em um mês

Delegado luta para manter na cadeia homem acusado de assalto e tortura

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Um homem de 23 anos, que pela terceira vez em um mês foi preso pelo mesmo delito, roubo, fez com que o delegado de Colíder (650 km de Cuiabá), Ruy Guilherme Peral da Silva, passasse a tentar mantê-lo preso.

Conforme a Polícia Judiciária Civil, o rapaz, conhecido como Kaique, possui diversas passagens por roubo em Colíder, sendo que três delas foram somente nos últimos 30 dias, depois que ele foi liberado em audiências de custódia.

No último caso, por exemplo, ele foi liberado em audiência de custódia na segunda-feira (19), após tentar furtar uma motocicleta.

Na manhã do dia seguinte, terça-feira (20), poucas horas após ser colocado em liberdade, ele e um comparsa invadiram uma casa no Bairro Sagrada Família, em Colíder, cometeram novamente um assalto e torturaram a vítima.

Eles entraram na casa armados com uma faca, amarraram a vítima e a torturaram enquanto pediam por joias e outros bens de valor. A vítima ficou com marcas de cortes no pescoço e diversas lesões nas costas causadas por golpes com uma chave de roda e uma chave de fenda.

O dono da casa foi abandonado amarrado e assim ficou até sua companheira chegar em casa e acionar a polícia.

Logo após o crime, a Polícia Civil deu início à investigação e encontrou o suspeito com objetos roubados na casa, como uma TV e um violão. Ele foi preso no mesmo dia do crime e autuado em flagrante por “roubo majorado em concurso material com crime de tortura”.

Pertences da vítima encontrados com o suspeito

Agora, depois da terceira prisão em 30 dias, o delegado Ruy Guilherme Peral da Silva tenta conseguir que ele não seja novamente liberado e volte a cometer crimes. Para isso, Ruy Guilherme pediu a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

“Em apenas 30 dias, o suspeito já foi preso três vezes por envolvimento em crimes patrimoniais, demonstrado que a liberdade dele é de extremo risco à segurança da sociedade”, disse.

Segundo o delegado, a Polícia Civil tem se empenhado em solucionar os crimes de roubo na cidade, mas trabalha apenas dentro de sua função institucional. Cabe à Justiça, agora, manter a prisão do acusado.

(Com Assessoria)