Polícia Federal quer prorrogar investigação contra Bezerra por desvio de recurso

Pedido aguarda manifestação da Procuradoria Geral da República

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal quer prorrogar por mais 60 dias o prazo para finalizar as investigações contra o deputado federal licenciado Carlos Bezerra (MDB). Ele é suspeito de desviar recursos públicos, por meio de fraude em licitação, para pagamento de dívidas de campanha.

O pedido foi feito ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 29 de maio e aguarda ciência da Procuradoria-Geral da República.

A investigação apura um suposto desvio de recursos que seriam destinados à execução de uma obra de ampliação e pavimentação do aeroporto de Rondonópolis (212 km de Cuiabá). O caso teria acontecido em 2012, quando foi aberta uma licitação que resultou no contrato com a empresa Ensercon Engenharia Ltda, no valor de R$ 20,8 milhões.

Segundo a Polícia Federal, em tese, o valor teria sido desviado para cobrir dívidas da campanha de 2010, quando Bezerra se elegeu deputado federal.

No ofício encaminhado ao STF, o delegado Nelbe Ferraz de Freitas observa que as investigações sobre o caso já estariam avançando, mas “ainda é necessário completar o recebimento das informações bancárias criando condições para a perícia”.

O suposto esquema seria apenas um dos que teriam sido feitos pelo deputado para viabilizar sua campanha eleitoral. Outros fatos também foram relatados em delações como a do ex-governador Silval Barbosa e da empresária Marilena Ribeiro, sócia da Construmóveis, com quem Bezerra também teria feito negociações.

As delações contra o deputado foram, inclusive, compartilhadas com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso para conclusão de um procedimento administrativo.

Atualmente, dos inquéritos movidos no âmbito da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal para apurar esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos em Mato Grosso, este é o único mantido no STF. Isso porque, em dezembro passado, o ministro Luiz Fux determinou a remessa dos demais para a Justiça Federal ou Superior Tribunal de Justiça. A decisão foi ratificada em abril.

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