Polícia encontra no mesmo local segunda ossada que seria de esposa assassinada

Delegado contou que após matar esposa, acusado teria jogado corpo da vítima em buraco com água

A Polícia Judiciária Civil (PJC), encontrou no final da manhã desta terça-feira (14) a ossada que possivelmente seja da esposa de Adilson Pinto da Fonseca, Benildes Batista de Almeida, de 39 anos. Os restos mortais foram encontrados no quintal da casa do acusado, localizada no bairro Nova Conquista.

Adilson também é acusado de ter matado e enterrado o corpo da ex-namorada de 22 anos, Talisa de Oliveira Ormond, encontrado nesta segunda-feira (13) pelos policiais, no mesmo local. O criminoso chegou a voltar atrás e dito que seria responsável apenas pela morte da ex-namorada.

No entanto, o delegado do caso, Fausto José Freitas da Silva, disse que ele já confessou o segundo assassinato e teria dito estar arrependido dos dois casos. “Mas ele parece um indivíduo muito frio. Em nenhum momento ele demonstrou emoção a respeito destas duas mortes”, revelou.

Frieza do acusado

Detalhes da vida pessoal dele também demonstram tal frieza. De acordo com o delegado, Adilson teria matado Benildes após uma briga motivada por ciúmes, mas não informou como teria ocorrido o crime. O casal tinha três filhos, que supostamente estariam em casa no momento da morte.

O assassino então teria jogado o corpo da esposa em um buraco com água e apenas tempos depois – supostamente uma semana – teria ido tampar. Aos filhos do casal, Adilson mentia dizendo que Benildes ligava para ele do exterior e em alguns momentos a família chegou a suspeitar de que o criminoso estaria mentindo.

“Suspeitas, conjecturas a família já tinha. O problema é que muitas vezes você não tem algo concreto. Você tem uma crença, uma opinião, mas a investigação precisa de provas e isso foi se construindo aos poucos”, disse o delegado.

O delegado contou ainda que Adilson atualmente vivia com uma mulher, que tem parentesco com a esposa assassinada e possui um filho, fruto deste relacionamento, mas não há relatos e nem mesmo Boletim de Ocorrências que apontam algum tipo de violência doméstica por parte do acusado. “Se houve algum tipo de violência, ela não chegou a procurar as autoridades”.

Os trabalhos da polícia agora seguem para a identificação das duas ossadas por meio da coleta de DNA de familiares ou análise da arcada dentária das duas vítimas. Além disso, a PJC deve ouvir outras pessoas para fechar o inquérito.
O suspeito está preso por duas ocultações de cadáveres e deve responder por dois homicídios qualificados.

Entenda o caso

Adilson Pinto da Fonseca, de 48 anos, foi preso pela PJC nesta segunda-feira (13), após o corpo de sua ex-namorada, Talisa, ter sido encontrado enterrado no quintal da casa onde ele morava. Ele também era suspeito do assassinato e ocultação do corpo da ex-esposa Benildes, desaparecida desde dezembro de 2013.

A ex-namorada sumiu por volta do dia 4 de julho de 2013, mas foi somente no dia 8 que seu desaparecimento foi comunicado à polícia. A mãe da jovem disse que a última vez que viu a filha foi quando ela saiu para trabalhar em uma empresa de telefonia. No dia seguinte, Talissa ainda teria ligado na empresa em que trabalhava pedindo socorro e esse foi o último contato da moça.

Benildes desapareceu no dia 17 de dezembro de 2013. Ela morava em Asturia, cidade da Espanha e tinha voltado ao Brasil em 2013, onde passou cinco meses com a família. No dia que iria embora, porém, ela desapareceu. A filha de Benildes entrou em contato com a Polícia Federal e não havia qualquer registro de que ela havia saído do Brasil. Ninguém teve nenhuma notícia dele desde seu desaparecimento.

Desde então, o Núcleo de Pessoas Desaparecidas, da DHPP, vinha investigando o caso. A ossada de Talisa foi encontrada a mais de um metro de profundidade, perto da calçada, na lateral da casa de Adilson.

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