Polícia diz que adolescente quis matar a amiga e pede responsabilização dela e de seu pai

Para a Polícia Civil, arma foi apontada para o rosto da vítima e engatilhada antes do disparo

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A Polícia Civil apresentou, nesta quarta-feira (2), a conclusão das investigações sobre a morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, 14 anos. O inquérito apresentado afirma que o disparo que tirou a vida da menor foi feito propositalmente pela própria amiga. O documento a ser entregue à Justiça pede a responsabilização dela e do pai.

Isabele morreu no dia 12 de julho, no Alphaville I, condomínio de luxo no Bairro Jardim Itália, em Cuiabá.

Segundo a polícia, a própria adolescente carregou a arma, deslocou-se até o banheiro e ficou cara a cara com a vítima. A posição que o tiro foi disparado foi apontada no inquérito policial.

Isabele não resistiu e morreu no local (Foto: arquivo pessoal)

A versão dada pela adolescente foi descartada. À polícia, ela havia contado que o tiro foi disparado acidentalmente depois que a arma caiu no chão. A investigação, porém, não encontrou sangue no case e na outra arma presente na cena do crime.

A perícia também já havia descartado a hipótese sustentada pela defesa. No laudo, o perito conclui que a morte foi violenta e que o gatilho da arma envolvida foi acionado de forma regular. A arma teria ficado entre 20 e 30 centímetros da face da vítima.

De acordo com o delegado Wagner Bassi, responsável pelo caso, as duas adolescentes, ficaram juntas no banheiro em torno de 1 minuto e 18 segundos. O crime teria sido cometido nesse intervalo de tempo.

O motivo do crime ainda não foi descoberto, uma vez que a adolescente mantém a versão do tiro acidental.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Indiciamentos

A menor que efetuou o disparo vai responder a um ato infracional análogo ao crime doloso, por “no mínimo ter assumido o risco de matar a vítima”. O namorado dela, que levou a arma até o local do crime, também vai responder a um ato infracional análogo a porte de arma de fogo.

Segundo a Polícia Civil, a pena para os dois – caso haja – pode ser cumprida com medidas prestação de serviço comunitário, advertência ou internação.

Marcelo Cestari, pai da adolescente que efetuou o disparo, também será responsabilizado. Ele é atirador esportivo e vai responder pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo, homicídio culposo, entrega de arma de fogo para adolescente e fraude processual.

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Já o pai do namorado da autora do disparo deve responder pelo crime de omissão de cautela na guarda de arma de fogo. Segundo a polícia, ele deveria ter deixado os objetos longe do alcance dos adolescentes.

“Essa é a conclusão da autoridade policial. Agora, vai passar pelo Judiciário que deve decidir por condenação ou não”, afirmou Bassi.

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