Polícia Civil investiga morte misteriosa de garoto de sete anos

Ele se deitou para dormir e não acordou mais e, até o momento, a causa da morte não foi descoberta

Ilustrativa / Ednilson Aguiar/ O Livre)

Um menino de sete anos foi encontrado sem vida pelos pais, em sua cama, no Bairro da Manga, em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), no início da tarde desse domingo (31).

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve na casa, mas apenas pôde constatar a morte do garoto.

As policiais Militar e Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas. Afinal, o que leva um menino de sete anos, até então saudável, a morrer dormindo?

Investigação

Segundo o delegado Olímpio da Cunha Fernandes Costa, da DHPP, que está à frente das investigações do caso, a princípio a família não é considerada suspeita de qualquer crime contra o menino.

Ele tinha marcas no corpo, mas antigas, comuns de qualquer criança ativa e que brinca bastante.

“Era uma criança muito solta, filho único, brincava com as outras crianças da rua”, contou o delegado.

Apesar de os pais, segundo a polícia, terem histórico de consumo de drogas e do ambiente ser bastante humilde, o menino era criado pela avó e, segundo o delegado, estava muito feliz, pois havia acabado de ganhar uma bicicleta na sexta-feira (29).

“Então eu não vi nada que me chamasse a atenção”, disse o delegado, em relação a suspeita sobre a família.

Inclusive, na manhã desse domingo (31), a criança havia andado muito de bicicleta, chegando em casa por volta das 10h50, e depois se deitou.

Quando o pai foi chamar o filho para almoçar, já notou que ele não estava respirando e acionou o Samu, que chegou por volta das 12h55 e constatou que o menino estava sem vida e sem sinais aparentes de violência.

Quando a Polícia Militar foi acionada, porém, recebeu a informação de que os pais estavam se recusando a seguir os procedimentos de emergência passados pelo Samu.

Hipóteses

O delegado Olímpio da Cunha Fernandes Costa disse que a DHPP está trabalhando com várias linhas de investigações, mas que só poderão ser confirmadas após o resultado de exames.

Um exemplo é que os policiais militares que atenderam a ocorrência levantaram a possibilidade de envenenamento ou intoxicação, porém, a princípio, não foram encontrados sinais disso.

“Mas o que vai realmente levar para esse lado é o resultado do exame toxicológico, que já foi pedido. Nada foi descartado. A única coisa que foi descartada, a priori, porque no exame de necrópsia não deu nenhuma, foi alteração física, não teve agressão”, afirmou o delegado.

Doença preexistente

Pelo fato de o menino ter andado bastante de bicicleta antes de se deitar, o delegado também pensou na possibilidade de um mal súbito por alguma doença preexistente, mas, segundo ele, ainda não há conclusão sobre isso também.

Olímpio pensou, ainda, na possibilidade de o menino ter caído de bicicleta, estourado o baço e não ter falado aos pais. “Porque criança às vezes fica com vergonha e não fala”.

Recentemente, na rua em que a criança mora, dois cachorros morreram envenenados. Apesar da pouca possibilidade de ligação, um pote de comida de cachorro foi recolhido para testes também, para garantir que não tenha ligação com a morte repentina do garoto.

“Realmente está em aberto. O que vai nos dar um norte para as investigações são os resultados dos exames. A equipe hoje cedo já foi lá para ver. Tinha uma casa na frente que tinha câmeras, a gente foi lá para ver as imagens, se tinha alguma coisa anormal”, contou o delegado.

Por enquanto, o caso segue em investigação pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), mas caso seja comprovado que não houve crime e sim que o garoto morreu de alguma causa natural, será transferido para a delegacia da área onde aconteceu.

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