A Polícia Militar de Mato Grosso abriu uma comissão processante para apurar os supostos envolvimentos de membros da Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas) no assassinato do advogado Renato Nery.
O processo disciplinar foi divulgado hoje (6) pelo governador Mauro Mendes, que disse que o Estado trabalha com “tolerância zero” ao crime “dentro e fora” do sistema. Cinco de seis suspeitos da Operação Office Crime – A Outra Face, são militares.
“Esses policiais terão o direito de se defender; entretanto, nós mostramos claramente que, com essas prisões, o programa Tolerância Zero é tolerância zero pra fora e pra dentro [do sistema] e que vamos, sim, cortar na carne qualquer irregularidade nas nossas forças de segurança. Se forem culpados realmente, eles vão ser expulsos [da corporação] e receber o tratamento que qualquer um que comete crime recebe”, disse.
Segundo informações obtidas pelo LIVRE, os alvos militares da Office Crime Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, o sargento Heron Teixeira Pena Vieira, membro da Equipe de Inteligência, e o cabo Wailson Alesandro Medeiros, ex-segurança pessoal do governador Mauro Mendes.
Eles teriam ligação com o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, apontado como suspeito do assassinato do advogado Roberto Nery. Quatro militares e o caseiro foram presos hoje pela Polícia Civil – e um está foragido.




