Mato Grosso

Polarização entre Mauro e Wellington e distanciamento de Taques marcam debate na OAB

Foto de Gabriela Galvão
Gabriela Galvão

A segunda rodada da pesquisa Ibope, divulgada poucas horas antes do debate na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), na noite da última quinta-feira (20), parece ter refletido na postura adotada pelos três principais candidatos ao Governo do Estado. O confronto deu o tom de como devem ser os próximos 16 dias de campanha que antecedem o primeiro turno das eleições: a polarização de Mauro Mendes (DEM) e Wellington Fagundes (PR), e um certo “distanciamento” do governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB).

Na sondagem, Mauro permaneceu na liderança e Wellington empatou numericamente com Taques. Ambos estão em ascensão em relação à primeira rodada, enquanto o tucano foi único que caiu. Logo na chegada, o democrata e o republicano já trocaram farpas.

O primeiro, além de criticar o apoio do atual prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), ao adversário, também minimizou o seu crescimento na pesquisa. “É natural quem está atrás crescer um pouco”. Já o segundo, declarou que o início dos ataques por parte do democrata demonstra “desespero”. Taques, por sua vez, ressaltou estar tranquilo e disse apenas: “o jogo só termina quando acaba”.

Quanto às estratégias nessa reta final das eleições, Mauro Mendes reconheceu que neste fim de semana o planejamento feito no início da campanha será revisto e que haverá uma intensificação nos próximos 15 dias, que considera determinantes. Os trabalhos possivelmente estarão concentrados em encerrar a eleição ainda no primeiro turno, marcado para 7 de outubro.

Por outro lado, Wellington está confiante que estará no segundo turno. Ele assegurou que pesquisas internas confirmam o resultado, mas ponderou que é preciso ter cautela. “Quem sai correndo, às vezes atropela”. Já o governador declarou que a estratégia de campanha permanece a mesma, focada no que fizeram ao longo do Governo e no que farão nos próximos quatro anos.

O debate

Nos dois primeiros blocos do debate, a polarização entre o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes e o senador Wellington Fagundes foi mais explicita, com troca de farpas até mesmo em questionamentos e respostas de outros candidatos. Nos dois blocos finais, entretanto, o confronto ficou equilibrado.

No segundo bloco, por exemplo, Wellington aproveitou um questionamento de Moisés Franz (Psol) sobre combate à corrupção para cutucar Mauro quanto à paralisação das obras do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), modal de transporte coletivo que deveria ter sido entregue à população em 2014. “Numa cidade, o responsável é o prefeito. A omissão dos prefeitos ocorreu, os prefeitos não acompanharam essa obra”.

Já o democrata se utilizou de uma tréplica em uma pergunta de Arthur Nogueira (Rede) sobre investimentos na Defensoria Pública do Estado para retrucar o adversário. “Quanto ao VLT, quem deve fiscalizar as obras são senadores e deputados, não o prefeito”.

O confronto também marcou a primeira citação do caso dos grampos ilegais nestas eleições. Mauro Mendes foi o primeiro a abordar o assunto. “Quero parabenizar a OAB pela defesa intransigente que tem sido feita pela democracia do nosso país, especialmente aqui em Mato Grosso, no mais recente caso, conhecido como grampolândia pantaneira”.

Posteriormente, o assunto foi retomado por Arthur Nogueira, que em sua pergunta ao governador pontuou que a inteligência policial foi utilizada de forma distorcida, destacando que esse foi apenas um dos esquemas de corrupção que vieram à tona no atual governo. Ele perguntou a Taques qual foi o erro. O governador, por sua vez, disse que não é possível julgar pessoas sem o contraditório e a ampla defesa, bem como ressaltou que tomou todas as providencias necessárias nesse caso.

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27 de abril de 2026 00:11