Poética da expressão corporal na dança é tema de exposição de Rafael Monteiro

Ele convidou artistas de várias vertentes da dança para projeto que está em cartaz no Goiabeiras

Dedicado a um viés mais antropológico da fotografia, em seu novo projeto, o artista Rafael Monteiro segue fiel ao propósito de traduzir em imagens a expressão do corpo. As cenas carregadas de sentimento levam o espectador a uma imersão pelas subjetividades.

Com nova exposição, desta vez no piso térreo do Goiabeiras Shopping, ele apresenta mais de 25 fotografias que revelam artistas da dança, em diferentes vertentes. Gestos, movimentos, acessórios, vestimenta e a silhueta de bailarinos compõem o acervo da mostra “Silenciosas Explosões”, que fica em cartaz até o dia 17 de julho. A entrada é livre.

De acordo com Rafael, ele convidou artistas de várias vertentes da dança que atuam em Mato Grosso para participar do ensaio até então experimental, ganhou uma nova exposição. Este é o terceiro projeto do fotógrafo, que antes exibiu ao público, a série Black Mirror – explorando o corpo nu – e o Suspenso, que registra cenas de saltos em números de dança.

“Não consigo me enxergar ainda desenvolvendo outro trabalho”, avalia o proprietário do estúdio Vitral. “Para mim, o corpo é político, revela contextos, tem muito a dizer se explorado em suas minúcias”.

Há muito poesia em sua intenção, como revela o texto de apresentação do projeto Explosões Silenciosas:

“O corpo guarda um templo – lá onde vibra o que se é.
Esse espaço guarda um som: ensurdecedor; grito ininterrupto; movimento de cordas internas; sopro divino.
Quem ousa entrar nesse sagrado espaço explode por dentro: se abala; sonha; age; move.
E há quem leve essa explosão para fora: Dança!
 
Aqui, retratos de quem no mover revela o seu devir.
Não há pontos finais, apenas aquele inefável momento entre a inspiração e a expiração onde o movimento é inevitável espera.
Se o click guarda um repouso, as silhuetas explodem entre a penumbra e a luz, revelando a alma que insiste em se libertar.
Cada retrato, a expressão de quem contemplou o que explode dentro de si e resolveu dançar!”

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