PM prende tio e avô por estupro de criança e tem que soltá-los por não ser flagrante

A menina contou para a mãe sobre os estupros e essa acionou a polícia, que prendeu os suspeitos, mas depois foi obrigada a soltá-los

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A mãe de uma criança de apenas 12 anos procurou a Polícia Militar de Espigão do Leste, distrito de São José do Xingu (950 km de Cuiabá) nessa segunda-feira (14) para denunciar o avô, de 63 anos, e o tio, de 69 anos, da menina de terem abusado sexualmente dela.

O Conselho Tutelar do distrito foi acionado para acompanhar o caso e uma conselheira ouviu a criança, que disse ter sido violentada pelos dois homens por aproximadamente dois anos.

Ela era estuprada por eles sob ameaça de morte e intimidada com um facão. Eles diziam que se ela não os deixassem cometer os abusos, ou contasse a alguém, a matariam.

A última vez que os acusados conseguiram abusar da vítima foi em março deste ano, quando ela foi para a casa dos avós paternos. Mas em agosto eles tentaram novamente. Foi quando a criança resolveu contar tudo à mãe, que procurou a PM.

Os policiais militares, então, foram até a casa do avô da vítima, o prenderam e o levaram para o núcleo da Polícia Militar. Depois, encontraram o tio em um bar e também o prenderam.

Porém, após a detenção, ao ligarem para o plantonista da Polícia Civil e informarem sobre as prisões, foram informados de que, por não se tratar de um crime em flagrante, não poderiam ter detido os suspeitos, mas sim apenas registrado um boletim de ocorrência e encaminhado o documento à Polícia Civil para abrir uma investigação.

Com isso, os militares foram informados para não levar os acusados para a delegacia da Polícia Civil, mas sim liberá-los. Os suspeitos, então, foram só fichados e liberados.

O caso, agora, deverá ser investigado pela Polícia Civil como estupro de vulnerável.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorPF: vídeos de Silval são autênticos
Próximo artigoMunicipalismo: conquistas e demandas