“Plástica para Todos” promete contra-ataque à Sociedade Brasileira de Plástica

Para o advogado da empresa, a SBCP deu declarações “absolutamente reprováveis”

Foto: Reprodução

A morte da paciente Ediléia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos, no domingo (13) gerou uma briga institucional entre a empresa “Plastica Para Todos”, responsável pela cirurgia a que Ediléia foi submetida, e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). O advogado da empresa, Alex Sandro Rodrigues Cardoso, prometeu nesta segunda-feira (21) tomar medidas administrativas contra a “nota de repúdio” assinado pelo presidente da SBCP, Joubert Sanches.

Em nota enviada à imprensa, Sanches classificava o trabalho da empresa como “abjeto e repulsivo”. Para Alexandre Cardoso, o documento possui declarações “absolutamente reprováveis”. O advogado também informou que apenas nesta semana a empresa foi notificada pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM/MG) para entrega de documentação. Em relação ao CRM de Mato Grosso, a empresa  foi notificada que seria feita uma constatação na filial de Cuiabá.

Sobre tais ofícios, o advogado explicou que estará nesta semana em Belo Horizonte, onde fica a sede da “Plástica Pra Todos”, para obter as informações e as documentações pertinentes e encaminha-las, não só ao CRM mineiro, como também ao CRM do Estado de Mato Grosso, onde o fato ocorreu.

O jurista destacaou que a Plástica Para Todos não é a primeira empresa a atuar neste formato no país. Pelo menos outra empresa oferece serviços da mesma forma, com atuação de mais de 15 anos, sendo uma atividade lícita e com forma legítima de atuação pelos médicos.

Cardoso salienta que não é aceitável que um país com renda domiciliar per capta com média abaixo de R$ 1.300 não favoreça o tratamento universal da saúde, independente de suas especialidades, uma vez que a cirurgia plástica tem interferência muito além da medicina estritamente estética, sendo inclusive, uma questão a ser melhor trabalhada nas políticas públicas, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para Cardoso, o apoio recebido tem força na corrente social, estimulada pelo Programa Plástica Pra Todos, sendo defendida por diversos outros especialistas, os quais devido às queixas de reiteradas perseguições praticadas pela SBCP em outros Estados chegaram a constituir uma nova sociedade da categoria. O tratamento de saúde/estético precisa de uma vez por todas, literalmente, sair das mãos de um pequeno grupo que atende exclusivamente as classes A e B, voltando-se a universalização da saúde, que deve ser a maior bandeira dentre as causas da medicina e dos Conselhos de Classe.

Em relação às investigações sobre o óbito da paciente, o advogado já compareceu junto a delegacia que provisoriamente investiga o caso, entendendo pela necessidade de aguardar o laudo do IML, mas independente das causas, diante da regularidade dos médicos, o caso sequer deve ser mantido na condução da DHPP, devendo ser conduzido por outra especializada. Contudo, a empresa e os médicos estão na mais absoluta disposição das autoridades.

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