Pivetta para Taques: “vagabundo”, “mentiroso”, “enganador”, “incompetente”

Ex-prefeito de Lucas do Rio Verde disparou uma série de adjetivos ao responder críticas do governador Pedro Taques.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

O pré-candidato ao Governo do Estado Otaviano Pivetta (PDT) disparou uma série de críticas contra o governador Pedro Taques, não poupando os adjetivos. Pivetta classificou Taques como “vagabundo”, “mentiroso”, “enganador”, “incompetente”, “ladrão de siglas partidárias”, entre outros nomes, ao responder a uma fala de Taques que o comparou a escravocratas.

“Meu preconceito é contra vagabundo, contra mentiroso, é contra esses enganadores que em época de campanha política parecem estar cheios de boa intenção, cheios de vontade e fazer o bem e se dizem competentes, porque sabem discursar, são afinados com as palavras, mas que ao longo do exercício do mandato se mostram extremamente despreparados, incompetentes”, disse Pivetta.

O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde foi coordenador da campanha de Pedro Taques ao governo em 2014. Na sexta-feira (20), em resposta às críticas de Pivetta à Caravana da Transformação, o governador Pedro Taques disparou que seu ex-aliado e ex-coordenador-geral de campanha em 2014 é preconceituoso e o comparou aos escravocratas. Recentemente, o pedetista declarou que o programa do Governo Taques representava 6 mil anos de atraso.

“Fizemos 70 mil cirurgias de catarata na Caravana da Transformação em um ano e três meses. Demoraríamos 70 anos pra resolver esse problema e alguns preconceituosos dizem ainda que isso é coisa da África, é mais ou menos o mesmo que os fazendeiros que diziam que era atraso libertar os escravos. Isso é preconceito”, declarou o governador em entrevista à rádio Jovem Pan FM, na manhã desta sexta-feira (20).

Na oportunidade, Taques também afirmou que lida muito bem com as críticas. “Tenho total tranquilidade em aceitar críticas, até as injustas, mentirosas e com viés não eleitoral, para ofender a honra das pessoas. Agora, se eu me sentir ofendido, eu respondo. Essa é a diferença, eu não tenho paciência para aguentar injustiças. O dia em que eu perder a capacidade de me indignar com injustiças, vou mudar de local onde exerço minha função”.

Para o governador, a maior injustiça cometida contra seu governo são as afirmações de que não houveram avanços. “Lógico que não fizemos tudo. Isso é absolutamente impossível, ainda mais como pegamos o cargo, sem dinheiro, isso é para poucos. Governar com dinheiro é mamão com açúcar, chegar até onde chegamos não é para qualquer um”.

Taques reconheceu também que ainda há muito a ser feito. “Mas aqueles que não acreditam que avançamos não querem ver os números e, se tiverem com problema de visão e de catarata, devem ir fazer cirurgia”, ironizou Taques, numa referência aos serviços prestados pela Caravana.

Pivetta condenou a movimentação política feita pela base do governador nos últimos meses. “Essa é a nova nomenclatura que temos que dar a ele: ladrão de sigla partidária para conseguir ter tempo em televisão e verba partidária para conseguir fazer a campanha dele. Se é que ele não fez o caixa através dos esquemas de corrupção que se instalaram nesses três anos e meio dentro do governo, muito provavelmente comandado por ele. Porque ele de santo, não tem nada”, disse.

O possível candidato ao governo ainda acusou o atual chefe do Palácio Paiaguás de inchar a máquina pública com cargos desnecessários. “Enche as repartições de cargos que não tem funções e utilidade nenhuma. Com pessoas como esse governador que está aí, eu sou preconceituoso mesmo. Não era, porque fui uns dos que o carregou no colo e embalou ele, porque confiava nele. Mas a pior das traições e a da confiança. Eu como brasileiro e mato-grossense, sempre fui dedicado ao bom combate”, afirmou.

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