O vice-governador Otaviano Pivetta disse que o Estado poderá recorrer à contratação direta de empreiteiras para destravar obras de escolas públicas. A escassez de mão-de-obra, segundo ele, tem atrasado o cronograma.
Pivetta disse ainda que há licitações sendo declaradas desertas, por falta de proposta, o que dificultaria mais o desentrave das obras. Cerca de 40 escolas em todo o Estado devem ser construídas.
“A obra da escola Nadir de Oliveira, em Várzea Grande, deu deserta, assim como em outras 40 novas escolas para fazer. [Estamos] com dificuldades em mão de obra e em encontrar empresa séria que faça”, afirmou.
A contratação direta é um procedimento em que governos compram serviços sem passar pelo processo de licitação pública. Segundo Pivetta, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) teria condição legal de adotar a medida por ausência de interessados nas concorrências abertas.
“Os projetos e a determinação para [construir as escolas] existem há tempos. Mas estamos sem empresas interessadas. Com o novo modelo [de contratação direta], sairá do papel”, disse.
O governador Mauro Mendes diz que a falta de mão-de-obra tem atrasado o cronograma de obras há pelo menos um ano. Recentemente, ele comentou que algumas empreiteiras têm trazido trabalhadores de outros Estados para suprir a demanda, mas eles não permaneceriam em Mato Grosso.




