PGR pede ao STF que envolvido em esquema no Detran volte para a prisão

Kobori foi preso na 2ª fase da Operação Bereré, intitulada de “Bônus”

A Procuradoria-Geral da República se manifestou contrária à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que garantiu, por meio de liminar, a soltura do empresário José Kobori. O órgão pede ao STF que o acusado volte para a prisão.

Kobori foi preso na 2ª fase da Operação Bereré, intitulada de “Bônus”, que investiga um desvio de R$ 30 milhões no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT).

O ministro concedeu a liberdade provisória em 27 de julho, do qual alegou que, por mais graves e reprováveis que sejam as condutas supostamente praticadas elas não justificavam, por si só, a decretação da prisão cautelar.

O vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, em substituição à procuradora-geral da República, destacou a gravidade dos crimes praticados. “Se trata de uma organização criminosa e de delitos contra o Erário, cujo impacto social é contundente em áreas tão deficitárias no Estado do Mato Grosso”.

Medeiros ainda ressaltou que a ministra Maria Thereza de Assis Moura não concedeu liminar que desconstituísse prisão preventiva de Kobori. Também frisou que a prisão do empresário foi originalmente decretada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso José Zuquim.

A decisão do ministro Dias Tofffoi foi concedida durante o recesso judiciário. No dia anterior o Tribunal de Justiça de Mato Grosso havia negado pedido de habeas corpus ao empresário.

Após pedir reconsideração do habeas corpus concedido ao empresário Valter José Kobori, ou seja, que ele voltasse para a prisão, nesta sexta-feira (17) a procuradora-geral da República Raquel Dodge manifestou-se contra o pedido de extensão da liberdade protocolado pelo ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, seu irmão Pedro Jorge Taques e o deputado estadual Mauro Savi (DEM).

Entenda o caso

A suposta organização criminosa, da qual Kobori faria parte, seria responsável pelo desvio de R$ 30 milhões por meio de fraude em contrato mantido pela empresa EIG Mercados Ltda e o Departamento Estadual de Trânsito do Estado (Detran-MT). Atualmente o contrato está suspenso.

Como diretor da EIG Mercados, Kobori teria atuado junto com os primos do governador Pedro Taques (PSDB), o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques e seu irmão, o advogado Pedro Jorge Zamar Taques, para assegurar a continuidade do contrato da empresa com o Detran no atual governo.

Paulo Taques é apontado como um dos líderes do esquema e o deputado estadual Mauro Savi acusado de ser um dos chefes da suposta organização.

No dia 23 de agosto o Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu, por maioria do pleno, revogar a prisão preventiva dos três acusados.

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