|domingo, 22 abril 2018
Brasília - O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), participa da cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018 (Beto Barata/PR)

PF tem 60 dias para concluir investigações de suposto repasse indevido a Maggi

A determinação é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin

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Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a Polícia Federal tem 60 dias, a partir desta quarta-feira (11), para concluir as investigações do inquérito que apura suposto repasse indevido de R$ 12 milhões da construtora Odebrecht para o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP).

A determinação foi expedida pelo ministro na decisão que autorizou pedido da Procuradoria-Geral da República para realização de novas diligências no âmbito das investigações, tais como depoimentos, busca e apreensão e/ou prisão.

O ministro é um dos alvos dos pedidos de abertura de inquérito apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF com base nas delações de 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht, investigada na Operação Lava-Jato, sob relatoria do ministro Edson Fachin. Segundo a delação, o repasse indevido teria ocorrido em 2006, quando Maggi era governador de Mato Grosso e candidato à reeleição.

“São relatados pagamentos na ordem de R$ 12 milhões a Blairo Maggi e R$ 400 mil a José Orcírio Miranda dos Santos, repasses implementados por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, sendo os beneficiários identificados no sistema “Drousys” como “Caldo” (Ministro Blairo Maggi) e “Pescador” (Deputado Federal “Zeca do PT”)”, diz trecho do inquérito, aberto no ano passado.

À época o ministro já havia negado qualquer envolvimento nas irregularidades. “Sem chance. Não tem a mínima chance. Nunca tive negócio com esses caras. Minha única relação com eles foi pagar pedágio na rodovia que eles construíram. Para mim, seria ótimo se tirasse o sigilo. Tão certo que não tem nada como amanhã é outro dia”, afirmou o ministro ao GLOBO.

Procurada pela reportagem do LIVRE nesta quarta-feira, a assessoria do ministro afirmou que ele não vai se pronunciar sobre a nova decisão.

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