PF prende em Cuiabá e Barra do Garças membros de quadrilha que mandava cocaína para a Europa

Grupo que atuava em Mato Grosso auxiliava a logística em esquema que movimentou até R$ 400 milhões em drogas

Imagem Ilustrativa (Foto: Polícia Federal)

Deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (23), a Operação Entreprise já é considerada a maior da história do Brasil em apreensão de cocaína e bens bloqueados oriundos de tráfico internacional e lavagem de dinheiro.

Conforme levantamento da PF, durante a investigação foram apreendidas 50 toneladas de droga em portos no Brasil, na Europa e na África, graças ao trabalho de integração da Polícia Federal com a Receita Federal. Ainda houve o bloqueio de R$ 400 milhões em bens da quadrilha.

O delegado Sérgio Luis Stinglin de Oliveira, coordenador da ação e chefe do Grupo de Investigações Sensíveis, informou em coletiva à imprensa que o grupo criminoso instalado em Mato Grosso faz parte dos sete que existem no Brasil para manter o esquema ilegal em pleno vigor. Seu núcleo de chefia principal está instalado na Europa.

“Ele [o chefe] mora há muito tempo lá e possui um patrimônio gigantesco. Nós conseguimos identificar que a capacidade de logística desta quadrilha é impressionante. Em março, conseguimos a quebra de alguns sigilos bancários e também interceptações telefônicas, que nos auxiliaram bastante para avançar nas investigações”, ressaltou.

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A Operação Enterprise mobilizou 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita Federal. No total, foram cumpridos 149 mandados de busca e apreensão e 66 mandados de prisão no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. As medidas foram expedidas pela 14ª Vara Federal de Curitiba.

Pelas investigações, o núcleo da quadrilha em Mato Grosso encaminhava cocaína à Europa. Foi cumprido mandado de prisão no Distrito Industrial, em Cuiabá, e outro em Barra do Garças (515 km da Capital).

O esquema utilizado pelos criminosos consistia na lavagem de bens e ativos multimilionários no Brasil e no exterior com uso de várias interpostas pessoas (laranjas) e empresas fictícias, a fim de dar aparência lícita ao lucro do tráfico.

Em continuidade às ações de cooperação internacional, foram expedidas, ainda, difusões vermelhas na Interpol para a prisão de oito investigados que estão no exterior, bem como a identificação e sequestro de bens em outros países.

O nome da operação – Enterprise – faz alusão à dimensão da organização criminosa investigada, que atua como um grande empreendimento internacional na lavagem de dinheiro e exportação de cocaína, o que trouxe alto grau de complexidade à investigação policial.

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