PF deflagra duas operações contra comércio ilegal de ouro em MT

Ao todo, 22 mandados estão sendo cumpridos por policiais federais

Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (2) duas operações contra a comercialização ilegal de ouro proveniente de garimpos clandestinos, a Operação Ouro Sujo e a terceira fase da Operação Papagaio de Ouro.

Ouro sujo

A Operação Ouro Sujo está sendo realizada na manhã desta terça-feira (2) nas cidades de Pontes e Lacerda e Vila Bela de Santíssima Trindade (450 e 530 km de Cuiabá respectivamente). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária expedidos pela 5ª Vara Federal de Cuiabá.

O grupo investigado realizou movimentações financeiras suspeitas que atingiram o montante de 100 milhões de reais em menos de cinco anos. Em um dos casos, o investigado utilizou as contas bancárias de sua filha de nove anos de idade para movimentar quase 10 milhões de reais em dois anos.

A Polícia Federal busca arrecadar provas para aprofundar a investigação e apreender o patrimônio adquirido por meio do crime. A Justiça Federal também determinou o sequestro de imóveis e veículos, bloqueio de contas bancárias e até a suspensão das atividades de uma empresa que estaria atuando como se fosse uma instituição financeira clandestina em Pontes e Lacerda.

O nome Operação Ouro Sujo é referência à clandestinidade da extração e comercialização do ouro.

Foto: Polícia Federal

Papagaio de Ouro – Fase 3

Cerca de 60 policiais federais cumpriram, na manhã desta terça-feira (2), 13 mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária na capital do estado e nos municípios de Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Peixoto de Azevedo. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Cáceres (220 km de Cuiabá).

Essa investigação é desdobramento da Operação Papagaio de Ouro, que foi deflagrada em 2020 e prendeu os responsáveis por um garimpo clandestino em Nova Lacerda (550 km de Cuiabá), havendo suspeitas que tenham extraído e comercializado mais de uma tonelada de ouro de forma ilícita.

A terceira fase mira os responsáveis por adquirir ilegalmente o minério extraído desse garimpo. As investigações principiadas pela Polícia Federal apontam que o ouro ilegal seria “esquentado” através da mistura com o de procedência legal, dificultando o rastreio de sua origem.

O nome “Papagaio de Ouro” faz referência ao Córrego do Papagaio, local onde a investigação teve início, em que a Polícia Federal recebeu uma denúncia de que a área estava sendo poluída com os rejeitos de um garimpo ilegal.

Foto: Polícia Federal

(Da Assessoria)

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorPolícia encontra fetos gêmeos enterrados nos fundos de uma casa em Cuiabá
Próximo artigoBolsonaro zera impostos federais sobre óleo diesel e gás de cozinha