Você deixa seus filhos jogarem vídeo-game? Um estudo recente aponta que, se o jogo tiver sido pensado para crianças, essa pode ser uma ótima forma de desenvolver habilidades como autonomia, criatividade e identidade própria.
A pesquisa foi realizada pelo UNICEF em parceria com a LEGO Group e comandada por pesquisadores da Universidade de Nova York.
Os pesquisadores acompanharam quase 400 crianças, com idades que variaram de 6 a 12 anos, em diversos experimentos. As pesquisas foram conduzidas nos seguintes países:
- Estados Unidos
- Reino Unido
- Austrália
- Chile
- Chipre
- África do Sul
Todos eles apontaram uma melhora no bem-estar delas provocada pelos jogos.
Nos Estados Unidos, foi feito um acompanhamento de 10 semanas com 255 crianças de 8 a 12 anos. A conclusão dos pesquisadores foi que, aquelas que tinham mais necessidade de pertencimento a grupos sociais, sentiram uma melhora em seus relacionamentos com amigos e familiares.
Já na Austrália, os pesquisadores colocaram as crianças para jogar vídeo-game e mediram dados como:
- frequência cardíaca
- rastreamento dos olhos
- expressões faciais
- atividade das glândulas sudoríparas
Além de não constatarem riscos para a saúde física das crianças, os estudos também apontaram para uma melhora nos comportamentos sociais.
As crianças que participaram da pesquisa demonstraram, por exemplo, uma maior habilidade para regular emoções e construir relacionamentos.
Os pesquisa apontam que isso foi possível porque os jogos em questão estimulavam que elas tomassem decisões, mantivessem algo sob controle e criassem estratégias para resolver problemas e avançar no game.
Agora, tanto a UNICEF quanto a LEGO e a Universidade de Nova York esperam conseguir reunir dados sobre quais elementos esses jogos de video-game devem ter para estimular mais esse desenvolvimento infantil.




