Pesquisa: falta de saneamento causou 4 mil internações em MT

Pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil leva em consideração as ocorrências diarreicas, dengue, leptospirose, esquistossomose e malária, por exemplo

Mato Grosso registrou 4.545 internações por doenças causadas pela falta de saneamento básico e está em 18º lugar no ranking nacional em quantidade de vítimas. Contudo, se considerada a incidência em relação à população, quase empata com a média nacional. Enquanto o Brasil tem uma média de 13,01 casos a cada 10 mil habitantes, o Estado tem 13,04 casos a cada grupo de 10 mil.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (5) em uma pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil, que usou como base os números disponíveis no Data SUS relativos ao ano de 2019. O estado com maior número de internações foi o Maranhão (38.337), que também configurou como líder na incidência, chegando a 54,04 a cada grupo de 10 mil habitantes.

No mesmo ano, de acordo com os números,  a falta de acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário no Brasil levaram a 2.734 mortes, uma média de 7,4 mortes por dia. No Nordeste, as mortes ultrapassaram mil casos; no Sudeste, 907; no Sul, 331; no Norte, foram 214; e, no Centro-Oeste, 213 óbitos registrados. Entre as doenças de veiculação hídrica, estão as diarreicas, dengue, leptospirose, esquistossomose e malária.

Dados nacionais

No Brasil, a falta de saneamento básico sobrecarregou o sistema de saúde com 273.403 internações por doenças de veiculação hídrica em 2019, um aumento de 30 mil hospitalizações na comparação com o ano anterior, além de 2.734 mortes. A incidência de internações foi de 13,01 casos por 10 mil habitantes, o que gerou gastos de R$ 108 milhões ao país naquele ano.

De 2010 a 2019, o país registrou uma queda importante com relação às internações por doenças de veiculação hídrica. Elas passaram de 603,6 mil para 273,4 mil internações no período, no entanto, houve um acréscimo de quase 30 mil internações de 2018 para 2019.

Isso mostra que, mesmo ainda distante do ideal, a expansão do saneamento trouxe ganhos à saúde, sobretudo com a expansão das áreas de cobertura com água tratada e coleta de esgoto ao longo dos anos.

Em 2010, por exemplo, 54,6% da população não tinha coleta dos esgotos, mas com o avanço, mesmo que tímido em nove anos, a população sem acesso foi reduzida a 45,9%. Sem dúvida, o avanço permitiu a expressiva redução das doenças e óbitos por veiculação hídrica.

(Com informação da Assessoria)

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