Perseguidos no trabalho: 69% das pessoas que sofrem ‘mobbing’ deixam o emprego

Pesquisa foi realizada pelo portal de empregos Jobatus em diferentes setores

(Foto: Divulgação)

Cada dia mais consultórios de psicólogos recebem pacientes martirizados por seu ambiente de trabalho, sem motivação, objetivos ou interesses no trabalho e mesmo com o desejo de mudar, mesmo que este seja o emprego que eles sempre quiseram.

De acordo com um estudo recente realizado através de um sistema de entrevistas com as principais empresas dos diferentes setores do portal de emprego Jobatus, 72% das pessoas que sofrem de mobbing – assédio e perseguição no trabalho – relataram mudanças de humor, depressão, insônia, dores musculares causadas pelo stresse e alterações no seu comportamento, e procuram como a saída mais fácil o abandono do seu emprego a fim de acabar com seu sofrimento.

Os responsáveis pelo mobbing nas empresas

Os chefes são os principais causadores do mobbing. No Brasil, 67% das causas de mobbing no local de trabalho estão nas mãos dos chefes ou diretores das principais empresas em relação aos funcionários que são psicologicamente mais fracos.

O resto é causado pelos próprios funcionários em relação a empregados do mesmo nível, o que representa 16%, e finalmente 13% é o caso oposto, onde uma pessoa com um nível hierárquico inferior o aplica o mobbing em relação a um superior.

Os resultados da pesquisa mostraram que 76% dos assediadores são homens, a maioria dos quais atacam outros homens, enquanto as mulheres representam 14% dos funcionários que assediam outras mulheres.

Como regra geral, o mobbing não é aplicado apenas de forma direta, mas é dado por uma série de fases e, sobretudo, em diferentes níveis na empresa para a mesma pessoa. Em 10% de todas as ações de mobbing, ele é perpetrado entre chefes, subordinados e colegas no mesmo departamento, dentro de um curto período e em direção ao mesmo alvo.

Em resumo, o assédio no trabalho é um fato comum na grande maioria das empresas. Os setores onde existe mais mobbing no nosso país são aqueles sendo mais efeminizados: a indústria hoteleira e de ‘catering’, o atendimento ao cliente, a limpeza e os escritórios, onde há um maior isolamento no local de trabalho.

(Informações www.jobatus.com.br)

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