Permínio promete devolver dinheiro de propina de fraudes na Seduc

Laíse Lucatelli/OLivre

permínio

Permínio passou duas horas no Gaeco e saiu sem falar com a imprensa

O ex-secretário de Educação de Mato Grosso, Permínio Pinto (PSDB) prometeu devolver, corrigido, todo o dinheiro desviado da Seduc que foi parar em suas mãos como propina. Foi o que relatou o seu advogado, Arthur Osti, na tarde desta sexta-feira (27), depois de o tucano prestar depoimento ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Ele não informou, porém, o valor.

 “Permínio está fazendo um levantamento [do valor] e, em seguida, irá depositá-lo no próprio processo. Todo o valor que ele recebeu, devidamente corrigido, será devolvido aos cofres públicos”, afirmou Osti à imprensa. “Ele não participou de nenhuma solicitação de vantagem indevida, de nenhuma fraude em licitação”, disse.

 O depoimento ao Gaeco durou cerca de duas horas e, ao final, Permínio saiu sem falar com a imprensa. No dia 15 de dezembro, em depoimento à juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, o tucano negou que tenha pedido propina, mas admitiu que aceitou o dinheiro que era repassado a ele pelo empresário Alan Malouf. O tucano alegou que a propina saía do lucro dos empresários, e que o esquema não causou prejuízo aos cofres públicos.

 O depoimento desta tarde diz respeito a um dos novos inquéritos resultantes da delação do empresário Giovani Guizardi. Segundo o advogado, nenhum dos fatos novos diz respeito à participação de Permínio, e que ele reiterou ao Gaeco que foi omisso, pois sabia do esquema do corrupção, mas sem participação ativa.

“Ele apenas reiterou e deixou bem claro que, em relação aos fatos que estão sendo ventilados neste inquérito, não tem nenhuma responsabilidade. Se outros atores desse processo têm alguma responsabilidade, cada um que arque com sua culpabilidade. É totalmente alheio a ele”, disse Osti.

O advogado negou, ainda, que haja qualquer negociação de Permínio para firmar colaboração premiada. “Ele assumiu a postura de contribuir da instrução criminal. Isso não significa qualquer outra coisa, apenas que ele está assumindo a parcela de culpa que corresponde à conduta dele, que é a conduta omissiva. Com relação à conduta de outras pessoas, aí cada um responde na forma da sua culpabilidade”, disse.

Rêmora

A Operação Rêmora, deflagrada pelo Gaeco em 3 de maio de 2016, desmantelou um esquema de cartel e pagamento de propina a servidores da Seduc, para direcionar licitações de obras em escolas estaduais, nos anos de 2015 e 2016. O então secretário de Educação Permínio Pinto entregou o cargo no dia da operação. O tucano foi preso em 20 de julho e solto em 19 de dezembro. Ele é acusado pelo Gaeco de comandar o esquema de fraudes em licitações em obras de escolas desmantelado na operação.

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