Penitenciária de Cuiabá tem feriado turbulento, com tentativa de fuga e morte de detento

O CRC também teve uma ocorrência: um adolescente jogou drogas pelo muro do Centro de Ressocialização

(Foto: Reprodução)

Os agentes penitenciários de Cuiabá tiveram um feriado turbulento nessa terça-feira (21). A Penitenciária Central do Estado (PCE), localizada no Bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, teve duas ocorrências, e o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), uma.

Tentativa de fuga

Por volta das 11 horas, presos do Raio 4, cubículo 7 da PCE, saíram da cela e tentaram fugir. Eles haviam serrado a grade da cela para tentar a fuga.

Um agente prisional ordenou que eles voltassem, mas não teve êxito. Com isso, ele foi obrigado a atirar contra os detentos e, em seguida, tocar a sirena em pedido de apoio.

Os disparos fizeram com que os presos retornassem para as celas. Nenhum deles foi atingido pelos tiros.

Ao todo, 34 detentos participaram da ação. Os agentes prisionais revistaram as celas e com os presidiários foram apreendidos cordas e roupas que também seriam usadas como cordas, chamadas de “terezas”.

Drogas

Pouco depois, por volta de 12 horas, um agente prisional do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), no Bairro Carumbé, em Cuiabá, viu uma pessoa jogando algo para dentro da cadeia.

O suspeito, ao perceber que tinha sido visto, saiu correndo, mas o agente conseguiu avisar a guarda da penitenciária, que saiu em rondas e conseguiu encontrar o suspeito.

Os materiais jogados não foram encontrados. Mas o suspeito acabou sendo detido após entrar em um matagal e os guardas atirarem quatro vezes em pontos cegos e disse do que se tratava.

Segundo o rapaz, de 17 anos, ele havia jogado drogas e chips de celular para dentro do antigo Carumbé. Ele entregou também para qual detendo seria a droga.

O adolescente disse, ainda, que receberia R$ 200 em dinheiro e R$ 20 em crédito de celular pelo serviço.

Morte

Mais tarde, às 16 horas, um detento de 37 anos, identificado como Francisvaldo Michael da Conceição, foi encontrado desacordado por agentes penitenciários da Penitenciária Central do Estado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, realizou manobras de reanimação, mas não houve êxito e a equipe constatou o óbito do presidiário.

As causas da morte não foram divulgadas, mas Franscisvaldo não apresentava lesões corporais aparentes.

O caso, no entanto, foi registrado como homicídio doloso e deverá ser investigado pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

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