Pelo WhatsApp, Comando Vermelho planejava ataques a agentes prisionais

Cinco dos mandados de prisão cumpridos nesta terça foram contra detentos da PCE

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os nove membros da facção Comando Vermelho presos nesta terça-feira (03) na Operação Segregare, planejavam os ataques aos agentes penitenciários através de um grupo no WhatsApp intitulado “vamos para cima”.

Cinco dos mandados de prisão cumpridos nesta terça foram contra detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), que seriam os mandantes dos ataques aos agentes. Os outros quatro seriam os “executores”.

Segundo o delegado do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Diogo Santana, no aplicativo a facção planejava os ataques, mandava fotografias das residências, dos agentes e escolhia as armas que seriam utilizadas.

“Existia uma cobrança muito firme de porquê eles não tinham matado os agentes”, disse o delegado, afirmando que o intuito, conforme as conversas, era a morte dos agentes penitenciários.

Para Santana, os mandantes não finalizavam os crimes planejados por estarem presos. E os executores faziam as ações com o objetivo de “subir de cargo” dentro da facção.

As investigações tiveram início depois dos ataques a agentes penitenciários em maio. O GCCO aprendeu um celular dentro do PCE e, com isso, pôde descobrir a existência do grupo no WhatsApp.

Essa quadrilha foi também a responsável pelo ataque à Secretaria do Estado de Segurança Pública (SESP), em maio. No grupo eles mandavam fotos de explosivos.

Ainda no aplicativo eles confirmaram o que já vinha sendo falado desde maio, de que os ataques eram uma resposta à morte de um detento Jesuíno Cândido da Cruz Júnior, 28 anos, assassinado durante uma rebelião dentro da Penitenciária Central do Estado.

O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Fausto José Freitas, disse que agora será analisada a possibilidade de transferência dos mandantes.

“Não está descartado que os mandantes sejam transferidos da PCE para presídios federais”, disse o secretário.

 

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