Pedro Taques estuda processar delator de esquema de corrupção

Defesa alega que as acusações feitas pelo ex-secretário de Educação, de que Taques teria ordenado direcionamento em licitações, seriam falsas

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O ex-governador Pedro Taques (PSDB) tem acompanhado os andamentos das ações penais oriundas da Operação Rêmora, que apura esquema de desvio de recursos públicos para pagamento de dívidas de campanha, para mover um eventual processo.

A informação foi repassada pelo advogado de defesa de Taques, Emmanuel Figueiredo, na manhã desta terça-feira (2), durante audiência de instrução com a juíza da 7ª Vara Criminal, Ana Cristina Silva Mendes.

A defesa alega que as acusações feitas pelo ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, de que Taques teria ordenado direcionamento em licitações, seriam falsas e causaram repercussão negativa para o ex-governador.

Segundo o advogado, Permínio alegou que teria provas da participação de Taques: uma conversa de WhatsApp com o ex-governador. Contudo, a conversa é contestada.

O direcionamento na licitação, segundo Permínio, teria acontecido quando Taques determinou a separação de “pacotes” de obras. Para a defesa, a suposta prova é falha, uma vez que o termo poderia significar “qualquer coisa”.

Advogado de defesa do ex-governador Pedro Taques, Emanuel Figueiredo

O advogado de Taques informou que o ex-governador já conseguiu acesso aos processos que tramitam na Justiça Comum, inclusive aos autos com a delação do empresário Alan Malouf – apontado como líder do esquema – que teria sido enviada para a Justiça Eleitoral.

Na manhã desta terça-feira, a defesa esteve no Fórum de Cuiabá para acompanhar os depoimentos sobre o caso. Foram ouvidos pela Justiça os empresários Giovani Guizardi, que é réu no processo, e Ricardo Sguarezi, que é testemunha de acusação. Os dois são delatores.

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