Pedreiro que estuprou e matou criança confessa o crime após 10 anos

Um desaparecimento que marcou a história da cidade de Sorriso (400 km de Cuiabá) foi solucionado pela Polícia Judiciária Civil nessa terça-feira (8).

A pequena Sara Vitória Fogaça Paim, cinco anos, desapareceu no ano de 2010 e o caso nunca havia sido solucionado, até agora, quando o suspeito, hoje com 58 anos, retornou para a cidade e confessou o crime.

Desaparecimento

Sara desapareceu no dia 1º de junho de 2010 depois de sair para brincar com outras crianças próximo ao Estádio Municipal Egídio Preima, no município de Sorriso.

À época, toda a cidade se mobilizou nas buscas pela criança, que foram realizadas em terrenos, rios e matas, mas nenhuma pista foi encontrada.

A Polícia Civil também fez oitivas na época e checou todas as informações recebidas, inclusive uma que dizia que a menina poderia estar no Rio de Janeiro, mas nada ajudava a localizar Sara.

A família nunca desistiu da possibilidade de encontrar a criança com vida. E, com isso, uma equipe de investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, formada pelos investigadores José Carlos, Márcio Coutinho e Willian Krismann e o escivão ‘ad hoc’ Jean Amaral, não deixou de atuar para desvendar o desaparecimento da garota.

Até que, recentemente, receberam uma informação que poderia levar ao possível culpado pelo crime.

Novas investigações

A informação que renovava as investigações do caso era que de o suspeito pelo crime estaria na cidade, após anos morando em outro Estado. Com isso, a Polícia Civil de Sorriso reiniciou todas as investigados do Caso Sara e o delegado André Eduardo Ribeiro pediu a prisão temporária do suspeito, deferida pela Justiça.

“Ele tinha retornado de Mato Grosso do Sul e estava morando novamente em Sorriso. Após ouvir outras pessoas, representamos pela prisão temporária dele. Decretada a prisão, cumprimos o mandado dele ainda nessa terça-feira”.

Para que todo o processo fosse concluído, houve uma testemunha-chave, que a Polícia Civil tem mantido em sigilo para a segurança dela e que só aceitou depor depois que o suspeito estivesse preso.

Após ser detido, o acusado, identificado como Antonio Ramos Escobar, foi ouvido em interrogatório e confessou o crime, cometido quando ele tinha 48 anos, dando todas as informações, em detalhes, de como estuprou, matou e enterrou o corpo de Sara Vitória.

Crime

Na época do crime, Antonio Ramos Escobar estava trabalhando como pedreiro em uma construção próxima ao Estádio Municipal de Sorriso, onde diversas crianças costumavam brincar diariamente.

Na tarde do dia 1º de junho de 2010, por volta das 16 horas, ele viu Sara Vitória passando pela rua, indo para casa, e a ofereceu carona de bicicleta, chamando-a para ir com ele até a construção onde ele trabalhava.

A criança foi. No local, ele a estuprou e a matou asfixiada. Antonio contou à Polícia Civil que estrangulou a menina enquanto ela chorava.

Depois, colocou o corpo em um saco de estopa e enterrou em um terreno baldio, que, até hoje, 10 anos após o crime, não possui nenhuma construção.

Ao delegado André Ribeiro, Antonio disse que, ao confessar o crime “tirou um peso das costas”.

“Não há crime perfeito. Demorou 10 anos, mas foi desvendado após um brilhante trabalho da nossa equipe de investigadores”, disse o delegado.

Depois de cometer o crime, Antonio saiu da cidade e fugiu para Mato Grosso do Sul, Estado onde morou até poucas semanas atrás, quando retornou a Sorriso.

Ele fugiu sem contar nada até mesmo à sua esposa, que, à época do crime, registrou um boletim de ocorrência pelo desaparecimento do marido.

Antonio Ramos Escobar

Restos mortais

Após a confissão durante o interrogatório, o suspeito levou os policiais até o local onde teria enterrado Sara. Nesta quinta-feira (10) serão realizadas escavações e buscas no local para tentar encontrar os restos mortais da criança.

Segundo a Polícia Civil, o terreno fica em uma rua com várias edificações e este é o único lote sem nenhuma construção.

O proprietário do local foi questionado se foram feitas limpezas no terreno, afinal, se passaram 10 anos e a terra pode ter sido removida. Mas a polícia espera encontrar os restos mortais para dar paz à família.

O delegado André Ribeiro encaminhou à Justiça o pedido pela conversão da prisão temporária do suspeito em prisão preventiva.

Antonio Ramos Escobar será indiciado pelos crimes de homicídio qualificado (por asfixia), estupro de vulnerável e ocultação de cadáver, com penas que somadas chegam a 48 anos de reclusão. Ele foi encaminhado ao Centro de Ressocialização de Sorriso. (Com Assessoria)

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