Pedágio cobrado por indígenas na MT-253 será discutido em Brasília  

Nesta terça-feira (22), a reportagem do LIVRE teve acesso a vídeos em que caminhoneiros relatam cobrança de passagem no posto da rodovia

(Foto: Gabriele Schimanoski/O LIVRE)

A Coordenação Regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) discute nesta semana a questão do pedágio na rodovia MT-253, cobrado pelos indígenas da etnia Paresí que vivem na Terra Indígena Utiariti. O coordenador regional, Benedito Garcia, discute a questão juntamente a Funai nacional.

Nesta terça-feira (22), a reportagem do LIVRE teve acesso a vídeos em que caminhoneiros relatam cobrança de passagem no posto da rodovia. Empunhando flechas, os fiscalizadores entregam uma espécie de ‘comprovante’ do pagamento de estágio àqueles que desembolsam R$ 50 para poderem passar.

A cobrança é regularizada desde a construção da rodovia, em meados de 2000, que corta a área de 402 hectares da comunidade. Os indígenas chegaram a se reunir com o Ministério Público Federal (MPF) e com a própria Funai para ‘regularizar’ a questão. Naqueles primeiros anos, o pedágio custava em torno de R$30.

Os valores são mais altos do que os cobrados pela Rota Oeste, única concessionária a gerir pedágios no Estado, cujas tarifas variam entre R$ 3,80 e R$ 7. Um funcionário da Funai, que não quis se identificar, diz que a cobrança de pedágio é uma é uma forma que o estado, responsável pela rodovia, encontrou para “terceirizar” o problema da construção da estrada.

“Quem causa o impacto de construir uma estrada dentro de uma terra indígena não é a população, é o estado. Nós entendemos que o fato da estrada passar lá dentro faz com que os índios tenham algum tipo de benefício, mas não o pedágio, o pedágio só serve para jogar a culpa na população”, avaliou.

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