Pecuaristas deixam cerca de 64% do lucro do boi para os cofres públicos

Em média são cobrados R$ 8,55 por arroba produzida ou 6,34% do valor total de um animal

(Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

Um apontamento realizado pelo Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) em janeiro deste ano, apontou que um quinto (20%) de toda a carne bovina exportada pelo Brasil em 2018 saiu de Mato Grosso. Somos o segundo Estado exportador de carne, ficando atrás somente de São Paulo.

No Brasil, o segmento movimentou com a exportação de carne bovina fresca, resfriada e congelada cerca de US$ 5,413 bilhões, sendo deste montante US$ 1,119 bilhão é oriundo de Mato Grosso.

Segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), no estado houve um aumento de 8,99% nos abates entre 2018 e 2017, saindo de 4,96 milhões para 5,40 milhões de cabeças abatidas.

Apesar dos números expressivos, o pecuarista que fornece o boi para os frigoríficos, deixa aos cofres públicos em média 63,40% do lucro de um animal. O cálculo é apresentado pelo Sindicato dos Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo-MT).

De acordo com o presidente da entidade, Paulo Bellicanta, seguindo a tabela tributária imposta pelo fisco, o custo total do abate de um boi de 18 arroba, é igual a R$ 154,05. Em média R$ 8,55 por arroba produzida ou 6,34% do valor total de um animal.

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“Levando em consideração a margem líquida do setor que é de 3,5% temos a espantosa realidade que criar um boi hoje em Mato Grosso, representa deixar mais da metade do lucro para o Governo”, analisa Bellicanta.

[featured_paragraph] O presidente do Sindifrigo ressalta que o sistema tributário brasileiro pode levar a erros de julgamento. “Os impostos são complexos e ardilosos, distribuindo a carga tributária em várias frentes  que a princípio parecem ser leves. Mas se for somar todos os “zeros virgula” alguma coisa, isso sobrecarregará alguns  setores”, pontua.[/featured_paragraph]

Os pecuaristas pagam as taxas da Guia de Transporte Animal (GTA), Fundo de Apoio ao Desenvolvimento da Bovinocultura (Fabov) e o Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa).

Além da carga dos tributos indiretos impostos pelo Imposto de Circulação de Mercadoria (ICMS) da energia, dos equipamentos e dos materiais de consumo.

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E em janeiro o Governo Estadual editou o  novo Fethab (Lei nº 10.818/2019), unificando o Fethab 1 e 2, gerando o valor de R$ 41,70 a ser pago pelo produtor. Nos anos anteriores, eram R$ 31,58, entre Fethab 1 (R$15,79) e Fethab 2 (R$ 15,79).

[featured_paragraph]“Não se trata de matéria subjetiva ou de discussão ideológica. Trazemos à mesa números reais extraídos de nossa atividade sobre os quais exigimos reflexão daqueles que dirigem o nosso estado. Aceitamos desafios, demos nosso voto de confiança e agora, enquanto trabalhamos, esperamos resposta do Governo de Mato Grosso. Ainda que em  médio prazo queremos um estado eficiente e leve, na qual se possa desonerar nossa atividade com redução de alíquota”, esclarece o presidente do Sindifrigo.[/featured_paragraph]

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