Paulo Prado diz que vai à CPI para “esclarecer a lisura dos fatos”

A CPI apura supostas irregularidades em emissão e troca de cartas de crédito

O ex-procurador-geral de Justiça Paulo Prado confirmou que prestará depoimento, às 15h desta quinta-feira (24), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério Público (MP), instalada na Assembleia Legislativa, para apurar supostas irregularidades em emissão e troca de cartas de crédito que teriam sido cometidas entre 2009 e 2010.

“A princípio não sou obrigado a comparecer, pois os vários órgãos de controle legitimaram a legalidade da transação. Porém, em respeito à sociedade mato-grossense, ao poder legislativo e à minha consciência, estarei presente para esclarecer, mais uma vez, a lisura dos fatos”, declarou o ex-procurador-geral.

Paulo Prado, que hoje é titular da Procuradoria Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, ainda ressaltou sua trajetória no Ministério Público, garantiu que nunca trabalhou por “vingança ou ódio” e que, após pensar e refletir bastante, decidiu marcar sua oitiva.

“Tenho 55 anos de idade e 29 anos de Ministério Público. Trabalhei nas Comarcas de São Félix do Araguaia, Sinop, Rondonópolis e Cuiabá. Nesse período, exerci quatro vezes o cargo de procurador-geral de Justiça, fui coordenador do Gaeco e membro do Conselho Superior do MP. Tive muitos desafios na vida, acertei e errei, porém jamais trabalhei buscando vingança ou ódio”, pontuou.

A CPI investiga as denúncias feitas pelo ex-secretário de Estado Eder Moraes, segundo o qual houveram irregularidades na emissão e a troca de R$ 10 milhões em cartas de crédito a promotores e procuradores de Justiça do Estado. Foram 45 cartas de crédito emitidas pelo MP, parte delas assinadas por Paulo Prado e parte por Marcelo Ferra, quando ocuparam o cargo de procurador-geral.

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