Partidos de centro-esquerda não conseguem acordo para o Senado

Briga de egos entre os candidatos potenciais travou conversa iniciada em janeiro para formação oposição à direita

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Naufragou a tentativa dos partidos de centro-esquerda em Mato Grosso de formar um grupo para concorrer ao Senado. Cinco deles (PT, PSB, PROS, PCdoB e SD) iniciaram articulação em janeiro com a ideia em comum de se oporem os candidatos que gravitam em torno do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) – e que eles chamam de “bolsonaristas”.

Mas, briga de egos travou a continuidade das conversas. Em uma semana, o que vinha sendo mantido com instabilidade, começou a se fragmentar. O PT foi o primeiro partido a anunciar o afastamento.

Na convenção de domingo (8), foi anunciada a pré-candidatura do deputado estadual Valdir Barranco e corroborada a rejeição por vagas em suplência de outros candidatos potenciais.

A tese defendida era de que este é o momento para iniciar a reerguida do PT, já de olho nas eleições municipais e de 2022.

Valdir Barranco foi o primeiro a “desembarcar” com o argumento de que essa é a oportunidade de o PT se reerguer (Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Menor, mas não mais coeso

O grupo tinha ainda Gisela Simona (PROS), o deputado estadual Max Russi (PSB) e o deputado federal Leonardo Albuquerque, o Dr. Leonardo (SD).

A decisão do PT abriu espaço a negociação de aliança de dois partidos pequenos com um de maior representatividade. E, de novo, o ego falou mais alto.

O PROS ofereceu suplência a Max Russi na chapa encabeçada por Gisela Simona. A conversa, que adentrou a madrugada de terça para quarta-feira, no entanto, não levou a um entendimento.

Russi bateu o pé e disse “não” a um acordo nesse molde. O argumento que ele usou para tentar demover Valdir Barranco – e que não funcionou com o petista – também não convenceu o PROS.

Ao LIVRE pessoas que participaram do processo afirmaram que o resultado de uma pesquisa de consumo interno foi considerado satisfatório e engrandeceu a ideia de lançar a candidatura de Gisela Simona. A decisão foi anunciada na convenção desta quinta-feira (12).

A pré-candidata, sem citar nomes, aproveitou o evento, diga-se de passagem, para falar que até recebeu propostas em dinheiro e cargo para se juntar a outros grupos que vão concorrer na eleição suplementar.

Desistências

Max Russi, sem apoio dos outros quatro partidos de centro-esquerda, por fim, desistiu da candidatura. A decisão foi confirmada pela assessoria nesta quinta-feira (12), antes mesmo dele chegar à convenção do PSB, que ocorreu pela manhã.

A tendência é que ele se junte à candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT). Mas essa mudança ainda estaria em articulação.

Já Dr. Leonardo anunciou ainda na quarta-feira, via post em redes sociais, que depois de consultar família, amigos e as bases eleitorais e partidária, optou pela permanência na Câmara Federal.

O SD ficou livre para apoiar outros candidatos, mas isso não está restrito ao grupo dos cinco.

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