Partido de Selma Arruda não quer nem conversa com o MDB

Pré-candidata ao Senado pelo PSL, a juíza aposentada Selma Arruda falou sobre as alianças para as eleições deste ano em visita ao LIVRE

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Pré-candidata ao Senado pelo PSL de Mato Grosso, a juíza aposentada Selma Arruda afirmou que, no Estado, correligionários do partido não têm autorização sequer para conversar sobre coligação com o MDB. “Tem essa vedação no Estado”, declarou, em visita ao LIVRE, na tarde dessa quarta-feira (16).

Selma ressaltou, entretanto, não saber se a determinação partiu do diretório nacional da sigla, presidido pelo deputado federal e pré-candidato à presidência, Jair Bolsonaro, ou do regional, comandado pelo colega dele de parlamento, Victório Galli.

O MDB tem como presidente regional o também deputado federal Carlos Bezerra e conta com lideranças como o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e a deputada estadual Janaina Riva, cujo pai, o ex-deputado José Riva, a juíza aposentada foi responsável por prender, por corrupção.

Além disso, era o partido do ex-governador Silval Barbosa, também preso por decisão de Selma. Segundo ela, no entanto, o motivo dessa vedação da aliança em Mato Grosso não é de seu conhecimento.

Por outro lado, a pré-candidata ressaltou que a sigla tem mantido “conversas interessantes” com o PDT e com o DEM. O primeiro tem como pré-candidato ao governo o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, e o segundo também trabalha candidatura própria ao Executivo, tendo como principal nome o do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes.

“São partidos interessantes e a gente não descarta nada, até porque não é o momento, mas para a gente é interessante, porque partido pequeno necessita de coligações, até para ter mais tempo de propaganda”, declarou a juíza aposentada.

O PSL lançou a pré-candidatura do ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, ao governo. Essa proximidade com PDT e DEM, por sua vez, indicam que a campanha pode não decolar.

“Por questões particulares, o Rossato disse que só poderia começar a trabalhar política a partir de 1º de junho, então temos até fim de maio para sentir essa ausência dele na pré-campanha”, amenizou Selma.

Ainda em relação às alianças, a juíza aposentada disse não ver possibilidade de uma coligação com PSDB, do governador Pedro Taques, nem com o PSD, do ex-vice-governador Carlos Fávaro.

“Claro que é uma decisão do partido, mas na minha visão é uma questão estratégica, de se manter alinhado com o princípio do partido, de não estar lado a lado com pessoas delatadas, não subir em palanque com pessoas envolvidas em corrupção”.

A juíza aposentada ainda descartou qualquer chance de ser vice em alguma chapa, por acreditar não ter perfil para executivo. “O vice não pode vir só para trazer votos, ele tem que pensar que se acontecer alguma coisa com o titular, terá que assumir. Tem que ter alguma capacidade para aquele cargo que está cogitando e eu não tenho nenhuma experiência em gestão”.

Com base nesses mesmos critérios, ela disse que está trabalhando os nomes para sua suplência no Senado. “Estamos buscando pessoas com experiência política com legislativo e de regiões diferentes do Estado, para termos uma melhor representatividade. Ainda não temos nada concreto, mas estamos trabalhando”.

Selma ponderou ainda que aceitaria disputar outro cargo que não de Senado, mas somente para o legislativo. “Imaginei o Senado porque é onde se consegue mudar as leis e onde a voz de todos é igual. Onde poderei olhar olho no olho, pois lá todos os Estados têm a mesma representatividade”.

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