As indústrias de Mato Grosso quase dobraram a participação na produção nacional em dez anos. O índice estadual passou de 0,87%, em 2008, para 1,45% até 2018. Os números são de balanço divulgado nesta segunda-feira (17) pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI).
O crescimento fez o setor galgar oito posições no ranking nacional, alcançando a sétima posição. O destaque foi a indústria de utilidade pública, que cresceu para o quarto melhor resultado nacional.
“O saneamento é um setor que tem crescendo muito em Cuiabá, Sinop, Cáceres e outras cidades, e com o novo marco regulatório a tendência é que esse segmento continue a crescer, com a necessidade de tecnologia para o tratamento da água e do esgoto”, diz o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo Oliveira.
As empresas desse segmento representavam 1,41% da produção nacional em 2007 e passou para 2,19%. O marco regulatório entrou em vigor no ano passado. Ele prevê a obrigatoriedade de os contratos preverem metas de desempenho e de universalização dos serviços; adota como princípio a regionalização dos serviços de saneamento.
Crescimento para biocombustível e alimentos
Conforme Gustavo Oliveira, outro segmento em destaque no Estado é a indústria da transformação, que vem sendo impulsionada pela produção de alimentos, biocombustível e eletricidade.
A produção de combustível gerou investimento de R$ 20 bilhões em três anos. O biodiesel e o etanol são os produtos com mais destaque. “Neste ano vamos alcançar a marca de 4 bilhões de litro de biocombustível e no ano que vem devemos ultrapassar 5 bilhões”, afirmou.
A estimativa da federação é que a indústria da transformação supere o destaque da de utilidade pública nos próximos anos, com o processamento de alimentos e energia elétrica, incluindo a fotovoltaica.
No levantamento da CNI o segmento cresceu de 0,87% para 1,26% entre 2007 e 2018. Também passou a fazer parte das 10 melhores colocações no país, com a sétima posição.




