Parlamentares da FPA receberam o futuro ministro das Relações Exteriores

A construção de uma política externa mais eficiente e justa foram os principais temas tratados durante o encontro

Foto: Assessoria

A presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputada Tereza Cristina (DEM/MS), e demais membros da bancada receberam o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, nesta terça-feira (20). Fortalecimento do setor agropecuário brasileiro no mercado internacional, bem como parceria na construção de uma política externa mais eficiente e justa foram os principais temas tratados durante o encontro.

[featured_paragraph]O embaixador veio conhecer a FPA, além de obter informações sobre o setor agropecuário e seus desafios. Para o futuro ministro, foi uma honra ter sido indicado ao MRE. “Vivemos um momento muito especial para o país. Quero que o Ministério das Relações Exteriores seja parte integrante deste processo e contribua para o desenvolvimento do setor agropecuário e do Brasil. Teremos, definitivamente, uma parceria com a agropecuária. Estou entusiasmado com as possibilidades de melhorias e avanços”, ressaltou Araújo.[/featured_paragraph]

Para a presidente da FPA, a visita do futuro ministro demonstra que o relacionamento com o MRE será diferente, pois há uma abertura de ambos os lados para uma duradoura e profícua parceria. “Estamos muito satisfeitos com a vinda do embaixador. Temos certeza de que vamos trabalhar intensamente para fortalecer a imagem do Brasil lá fora. Queremos construir uma imagem real do Brasil, a imagem que gostaríamos que o país tivesse no mercado internacional”, disse Tereza Cristina.

A deputada destacou também que, como futura ministra da Agricultura, a relação com embaixadores de outros países será intensificada e que os adidos da agricultura serão mais integrados ao Itamaraty e às embaixadas. “Vamos nos colocar à disposição para que os embaixadores venham conhecer o campo brasileiro, nossa produção agrícola e o interior do Brasil”, finalizou a presidente da FPA.

Foto: Assessoria

Presente na reunião, o deputado Sérgio Souza (MDB/PR), vice-presidente da FPA na Região Sul, afirmou que a abertura de novos mercados será um momento propício para mostrar um Brasil que produz com qualidade e com consciência ambiental. O coordenador de Meio Ambiente da FPA, deputado Valdir Colatto (MDB/SC), reiterou a importância dos adidos agrícolas que hoje estão ocupando posições secundárias nas discussões sobre política externa.

O deputado lembrou também que o Brasil, principalmente os produtores rurais, precisam ser reconhecidos pela proteção ambiental que exercem. “Produzimos alimentos de alta qualidade e de forma sustentável, ou seja, 20,5% das áreas protegidas pelo país se encontram em propriedades rurais”, destacou Colatto.

Gestão territorial e Preservação ambiental

Na ocasião, o presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais da Força Aérea Brasileira (FAB), Major-Brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, o presidente em exercício da Embrapa, Celso Moretti, e o chefe da Embrapa Territorial, Evaristo Miranda, também estiveram presentes. O objetivo foi apresentar o projeto de implantação do primeiro sistema espacial brasileiro, uma parceria entre as duas instituições.

O Carponis-1 será o primeiro satélite coletor de imagens de alta resolução controlado integralmente pelo Brasil. O representante da FAB apresentou as aplicações que o sistema terá nas áreas de Defesa e Segurança pública, bem como no setor agropecuário. “A ideia não é só controlar o sistema do ponto de vista militar e de defesa, mas também para a prevenção desastres ambientais e suporte para a agricultura de precisão”, afirmou Luiz Fernando de Aguiar.

Para o Major-Brigadeiro, o sistema contribuirá para a agropecuária ser o que verdadeiramente é: impulsionadora do crescimento do país. O satélite vai auxiliar no mapeamento e monitoramento ambiental e na gestão territorial da agropecuária nacional, por meio do acesso autônomo a imagens detalhadas e atualizadas do território brasileiro e internacional.

Além disso, o projeto vai contribuir para o mapeamento das lavouras brasileiras, dos sistemas de colheita e do uso das terras, monitoramento de pragas e doenças, planejamento logístico de escoamento e armazenagem de safras, e o apoio em bases territoriais à oferta de crédito e seguro agrícola.

Segundo o representante da Aeronáutica, o país não possui um satélite próprio. “Hoje, colocamos nosso dinheiro em sistemas de outros países e perdemos mercado por isso. Temos capacidade para nos tornamos independentes nesse processo. Venezuela, Peru e Chile têm satélites controlados por eles”, destacou o Major.

O presidente em exercício da Embrapa, Celso Moretti, comemorou a parceria e afirmou que a Embrapa já demonstrou capacidade singular para gera conhecimento e que o projeto mudará a gestão territorial no país. “É um instrumento estratégico para o Brasil e para o setor agropecuário, que responde por 50% das exportações mundiais e por 23% do PIB nacional”, afirmou Moretti.

Responsável pelos estudos que mapeiam a preservação ambiental no Brasil, o chefe da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, salientou que os países vizinhos já possuem satélites melhores que os do Brasil, mesmo o país tendo capacidade técnica para alavancar no sistema espacial. “Hoje, o Brasil preserva 66,3% de seu território enquanto outros países, como os Estados Unidos, Austrália e China, 10%. A área preservada no Brasil equivale a 28 países europeus. Precisamos mostrar isso para o mundo. Precisamos melhorar ainda mais esse monitoramento”, defendeu Evaristo.

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