Parceria entre Ampa, John Deere e concessionárias visa qualificação de mão de obra

A partir de 2019 serão oferecidos cursos técnicos nos Centros de Treinamentos espalhados em cinco regiões

Presidente da Ampa Alexandre Schenkel e Paulo Herrmann (ao centro), ladeados por Alvaro Salles e Fernando Maggi Scheffer, e representantes das concessionárias John Deere em MT

A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), por meio do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), assinou um Termo de Cooperação Técnica com a John Deere Brasil e concessionárias em Mato Grosso, visando a qualificação de mão de obra no campo e um objetivo maior: tornar mais sustentável a cotonicultura inserida no sistema produtivo adotado no estado.

A assinatura foi realizada no Dia de Campo promovido pelo Grupo Bom Futuro, na Fazenda São Miguel, em Campo Verde (a 120 km de Cuiabá), no último sábado (28), com as presenças do presidente da Ampa, Alexandre Schenkel, outros diretores da Associação e do IMAmt, do presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann, e de Juarez Gavinho, presidente da Iguaçu Máquinas Agrícolas, entre outros representantes de concessionárias John Deere.

A parceria começou a ser construída em 2017 e atende a uma demanda crescente dos produtores rurais de Mato Grosso, que precisam tirar o melhor proveito possível de seus investimentos em novos maquinários e tecnologias durante o ano inteiro.

[featured_paragraph]”Alcançamos a liderança na produção brasileira de fibras e grãos, e hoje trabalhamos com um sistema (double crop) que permite o cultivo de algodão após a colheita da soja. Contamos com máquinas e implementos com alto nível de tecnologias embarcadas, que nos ajudam a lidar com o clima – um fator fundamental para o sucesso das lavouras. Mas, para obtermos o melhor rendimento dessas tecnologias, precisamos contar com mão de obra e gestores qualificados, e a parceria com a John Deere e seus concessionários é um importante passo nesse sentido”, explicou Schenkel.[/featured_paragraph]

Herrmann agradeceu à Ampa e ao IMAmt pelo convite para participar desse programa de qualificação. “A John Deere está muito feliz com esse investimento por entender que a tecnologia está avançando mais a cada dia. Nós precisamos ter esse cuidado e investir também na utilização adequada, eficiente e eficaz dos equipamentos que são entregues aos nossos agricultores. Com isso, estamos cada vez mais próximos dos agricultores e, em especial, dos cotonicultores mato-grossenses”, comentou o presidente.

Schenkel e Herrmann, presidente da John Deere Brasil durante o evento

O executivo acrescentou que, do ponto de vista da John Deere Brasil, investir em Mato Grosso “é extremamente importante pela qualificação da agricultura que é feita nesse estado, principalmente, por conta do crescimento que ainda está por vir”.

Na avaliação do presidente, a assinatura do Termo de Cooperação Técnica é uma demonstração de alinhamento com os investimentos que a Ampa e o IMAmt fizeram na construção de cinco Centros de Treinamento e Difusão Tecnológica nas regiões de Campo Verde, Rondonópolis, Sorriso/Lucas do Rio Verde, Sapezal e Campo Novo do Parecis.

Termo de Cooperação

De acordo com Termo de Cooperação Técnica, a John Deere e concessionárias (Iguaçu Máquinas Agrícolas, Agro Baggio Máquinas Agrícolas e Aster Máquinas e Soluções Integradas) usarão a estrutura física disponível nesses Centros. Caberá aos parceiros disponibilizar produtos, componentes e a tecnologia John Deere, a serem utilizados por instrutores experientes. O cronograma dos treinamentos está sendo definido a partir da identificação das demandas apresentadas ao IMAmt pelos associados da Ampa, com foco na operação e regulagem dos equipamentos John Deere, manutenção preventiva e diagnóstico inicial de falhas.

“O objetivo é que nossos clientes tenham condições de fazer o melhor uso dos equipamentos e possam sempre contar com a disponibilidade de suas máquinas”, explica Marcelo Lopes – gerente de Desenvolvimento de Concessionárias e Treinamento – América Latina. Ele se refere à necessidade de os produtores terem uma resposta rápida para eventuais problemas técnicos, evitando assim que colhedoras, entre outros equipamentos, fiquem paradas em momentos cruciais da safra.

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Formação de tecnólogos

Segundo diretor do IMAmt, Alvaro Salles, estão previstos cursos de habilitação técnica e superior a partir de 2019

A parceria com a John Deere prevê voos mais altos, além da qualificação de operadores e outros Colaboradores que trabalham diretamente nas lavouras.  Segundo Alvaro Salles, diretor executivo do IMAmt, está prevista a parceria da empresa na oferta de cursos de curta duração para atender a necessidades específicas relacionadas a novas tecnologias. Além disso, a John Deere já está envolvida num grande projeto visando à formação de tecnólogos pela Faculdade de Tecnologia Senai Mato Grosso (Fatec Senai MT).

A intenção é oferecer, a partir de 2019, cursos de habilitação técnica e superior para formar profissionais diferenciados e preparados para atender às demandas do agronegócio. De acordo com Salles, as tecnologias voltadas ao campo avançam rapidamente e, com elas, a necessidade de profissionais que saibam trabalhar com computadores, analisar os dados gerados e fornecer subsídios para tomadas de decisão.

O presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann, confirma esse interesse na articulação de um grupo maior de empresas e entidades para oferecer em Mato Grosso cursos de formação de tecnólogos. “São profissionais que vão transformar essa série de dados que as máquinas fornecem em informação gerencial, que, por sua vez, vai permitir uma gestão mais eficiente dos equipamentos”, comenta.

“Nesta safra (2017/18), Mato Grosso cultivou uma área recorde de algodão, que deverá produzir aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de pluma. O interesse pela cotonicultura no estado está crescendo e, mais do que a quantidade, o que interessa é a qualidade da nossa produção e sua consequente valorização nos mercados doméstico e internacional. Nesse contexto, é fundamental contar com ferramentas de agricultura de precisão, entre outros recursos que nos permitam produzir mais e melhor, e também com profissionais bem preparados para lidar com essas novas tecnologias”, conclui Schenkel.

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