Parado desde 2009, Rodoanel de Cuiabá será de concreto e pode ser licitado neste ano

Governo Silval tentou retomar a obra, mas recursos foram bloqueados por falta de aprovação do Dnit

A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) planeja licitar, ainda em 2018, a retomada da obra do Rodoanel de Cuiabá e Várzea Grande, paralisada há nove anos. A pasta informou que o asfalto será substituído por concreto, o que dará à via 20 anos de vida útil. O projeto anterior previa pavimento de asfalto Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), que possui 10 anos de vida útil.

Em 2013, o convênio firmado previa concluir a obra com R$ 354 milhões; corrigido, esse valor seria de R$ 481 milhões hoje. O governo Pedro Taques (PSDB) estima concluir a obra por R$ 499 milhões. Os recursos são do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que já deu aval ao novo projeto.

A Sinfra planeja uma audiência pública para agosto, e a licitação até o fim do ano. Segundo a assessoria, o certame demorou porque o Dnit levou um ano para aprovar a nova proposta para a obra. A licitação deve ser pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC).

Pelo projeto, o Rodoanel terá 52 quilômetros de extensão em pista dupla e receberá todo o tráfego de veículos pesados da BR-163. A obra liga a região do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, até o Distrito Industrial de Cuiabá, passando pela Estrada da Guia (MT-010), rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), até chegar à BR-364. Para garantir a trafegabilidade e o acesso aos bairros do entorno, ao longo do trajeto são previstas 15 obras de artes especiais, como viadutos e pontes.

“O novo projeto foi elaborado porque o anterior estava defasado; com isso apresentamos uma solução mais barata e eficiente. Essa obra vai revolucionar o trânsito na região metropolitana e proporcionar agilidade para os veículos de carga que passam por Cuiabá e Várzea Grande”, afirmou o titular da Sinfra, Marcelo Duarte.

(Imagem: Sinfra)

Nove anos parado

Iniciado em 2006, o Rodoanel foi paralisado em 2009, gestão do ex-prefeito Wilson Santos (PSDB), devido a irregularidades na execução do convênio firmado entre o Dnit e a Prefeitura de Cuiabá.  Foram feitos 10 quilômetros de via ao custo de R$ 19 milhões e, segundo a Controladoria Geral da União (CGU), houve prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres públicos.

Depois dos problemas, o Dnit tirou a obra da prefeitura e firmou convênio com o governo de Mato Grosso. A retomada chegou a ser licitada em 2013, no governo Silval Barbosa, mas não saiu do papel porque os recursos estavam bloqueados.

A extinta Secretaria Extraordinária da Copa 2014 (Secopa) havia licitado e contratado a obra sem que o Dnit tivesse aprovado o edital, o que levou o órgão a bloquear os recursos. Depois disso, a obra foi passada para a Secretaria de Transportes e Pavimentação Urbana (Setpu, hoje chamada de Sinfra).

A pasta contratou um trecho de 11 km por R$ 135 milhões em novembro de 2013, com o Consórcio Agrimat/Atrativa/Eximia. O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios de sobrepreço de R$ 2,7 milhões no contrato, que não chegou a ser executado nem pago e foi rescindido.

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