Para receber dívida de R$ 7,5 mil, policial ajuda comparsa a assaltar agência dos Correios

Ao ser encontrado após o crime, o comparsa que devia o dinheiro entregou o policial militar

(Foto: Secom)

Um policial militar foi acusado pelo Ministério Público Estadual de participar de um assalto a uma agência dos Correios de Feliz Natal (a 535 km de Cuiabá). O motivo, uma dívida de R$ 7,5 mil que ele precisava receber de seu comparsa no crime.

O assalto, a mão armada, ocorreu na última segunda-feira, dia 17 de fevereiro.

Segundo a denúncia do MP, o policial Edmilson Alves Carvalho havia emprestado R$ 7,5 mil – divididos em três cheques de R$ 2,5 mil – para Deyvid Alves Teixeira. E diante da impossibilidade de receber o valor de volta, sugeriu que Deyvid assaltasse os Correios.

A versão é do próprio Deyvid, que foi preso momento depois do crime.

À polícia, ele contou que foi até a agência dos Correios com Edmilson em uma motocicleta. Ambos estavam armados e mandaram funcionários e clientes se deitarem no chão. Usando de violência e agressividade, levaram, além de dinheiro, aparelhos celulares.

Os dois saíram da agência e foram para a casa de Deyvid, onde a polícia o encontrou. Segundo ele, Edmilson havia acabado de sair, com a promessa de voltar mais tarde para dividirem o dinheiro.

O policial só foi encontrado dias depois, quando compareceu na unidade do 4º Pelotão da Polícia Militar em Feliz Natal. Ele foi preso em flagrante.

Em depoimento, Edmilson disse que a última vez que havia falado com Deyvid foi na sexta-feira (14). A Polícia Federal, contudo, em perícia no celular de Deyvid identificou ligações e troca de mensagens entre eles momentos antes do crime.

Na terça-feira (18), Edmilson passou por audiência de custódia e ganhou liberdade provisória, mediante o pagamento de fiança. Agora, o Ministério Público pede que ele seja afastado do cargo até o julgamento do caso.

Além do processo penal, o policial responde a uma ação por ato de improbidade administrativa. Nela, o MP pediu que seja condenado a perder o cargo e a pagar R$ 20 mil em multa, uma indenização pelo dano moral coletivo causado por ele.

(Com Assessoria)

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