Pantanal: veja o quanto o fogo já invadiu o Parque Encontro das Águas

O local é onde vive a maior parte das onças-pintadas do mundo. No domingo, praticamente nada havia resistido ao fogo

Imagem feita pelo governo de Mato Grosso no dia 12 de setembro (Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

Localizado na região de Porto Jofre, em Poconé (cerca 100 km de Cuiabá), o Parque Estadual Encontro das Águas está praticamente 100% tomado por incêndios florestais. 

A informação é do Instituto Centro de Vida (ICV), que produziu um infográfico mostrando a evolução do fogo desde 20 de julho.

Nas imagens – produzidas a partir de dados de satélite – é possível ver que o incêndio florestal teve início no dia 30 de julho, fora do parque, mas em uma área bem próxima a seu limite, às margens da Transpantaneira.

Até 24 de agosto, o parque ainda estava protegido. Apenas uma pequena área, localizada na região em que os incêndios tiveram início, no mês anterior, havia sido atingida.

Em 3 de setembro, a região Sul do parque também começou a queimar e cindo dias depois, estava praticamente toda tomada pelas chamas.

A última avaliação das imagens de satélite datam deste domingo (13) e mostram o local praticamente todo engolido pelos incêndios.

O Parque Estadual Encontro das Águas é a localidade com a maior concentração de onças-pintadas no mundo.

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Situação de emergência

Nesta segunda-feira (14), o governo federal reconheceu situação de emergência em Mato Grosso do Sul, também por conta dos incêndios florestais no Pantanal.

Na mesma data, o governo de Mato Grosso decretou estado de calamidade pelo mesmo motivo.

Com a medida, o governo do Estado vizinho e suas prefeituras poderão ter acesso a recursos federais para ações de socorro, combate ao fogo, restabelecimento de serviços essenciais à população, reconstrução de estruturas públicas danificadas, entre outras.

Segundo o governo federal, brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), assim como militares das Forças Armadas, já atuam na região em apoio às brigadas locais de combate ao fogo.

(Com Agência Brasil)

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