Pandemia: Hospitais particulares só têm medicamentos para mais quatro dias

Anvisa autorizou importação emergencial de produtos não regulamentados no Brasil

Imagem: Freepik

Propofol e cisatracurio, dois medicamentos usados na sedação de pacientes que precisam ser entubados e cujos estoques nos hospitais particulares só deve durar mais quatro dias. Essa é a principal informação que consta em uma carta aberta da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), divulgada neste sábado (20).

No texto, a entidade afirma entender a “preocupação do governo em garantir os insumos necessários para a atenção aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)”, mas destaque “a situação do setor privado também é bastante preocupante e, certamente, atingirá o seu ápice nos próximos dias”.

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“Caso essas instituições fiquem sem as medicações necessárias para os procedimentos exigidos em pacientes acometidos pela covid-19, a alta demanda dos hospitais privados sobrecarregará ainda mais o setor público”, diz outro trecho da carta.

Importação emergencial

A falta de medicamentos fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar na última sexta-feira (19) a importação direta de diversos produtos não regularizados no Brasil.

A medida tem caráter excepcional e temporário e vale somente para produtos identificados como prioritários para o tratamento da covid-19, em especial aqueles utilizados na sedação e anestesia.

A norma estabelece que os medicamentos a serem importados devem ser pré-qualificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ou, pelo menos, possuir regularização válida em país membro do Conselho Internacional para Harmonização de Requisitos Técnicos de Produtos Farmacêuticos de Uso Humano (ICH).

Falta de oxigênio

Também na sexta-feira a Anvisa autorizou que cilindros de gases industriais sejam  utilizados para receber oxigênio medicinal. A exceção visa aumentar a capacidade de produção deste insumo, em razão do agravamento da pandemia.

De acordo com a Anvisa, as empresas deverão atender a alguns critérios de qualidade, como utilização de válvulas testadas e aprovadas e limpeza adequada dos cilindros industriais para eliminar contaminação cruzada.

A agência autorizou ainda que locais para envasamento de gases industriais também sejam usados para envasar os cilindros de oxigênio. Tudo isso sem necessidade de licenciamento sanitário, basta que a empresa tenha a Autorização de Funcionamento (AFE).

(Com Agência Brasil)

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